Com policiais civis, lei seca ganha agilidade

Na 1ª blitze junto com a PM, 23 motoristas foram indiciados e 9 se negaram a soprar o bafômetro

GIO MENDES , JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2012 | 03h08

Pela primeira vez, a Polícia Civil acompanhou de perto as blitze da lei seca, na madrugada de ontem, na capital paulista. Investigadores da Delegacia de Crimes de Trânsito (DCT) levaram para o Instituto Médico-Legal (IML) os motoristas que se recusaram a soprar o bafômetro. Segundo levantamento parcial da PM, 60 motoristas foram flagrados dirigindo embriagados. Desse total, 23 foram indiciados e vão responder a processo criminal por apresentar mais de 0,34 miligrama de álcool por litro de ar expelido.

Pelo menos nove motoristas se recusaram a fazer o teste do bafômetro. De acordo com o major Joselito Junior, do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), foram realizados 16 bloqueios na cidade das 22h30 de anteontem até as 6h de ontem. Participaram da operação cem policiais militares e 50 policiais civis. As blitze aconteceram no túnel da Avenida Paulista, no centro, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, no Itaim-Bibi, zona sul, e na Rua Amaral Gurgel, na Santa Cecília, região central, entre outros pontos.

O delegado José Sampaio Lopes Filho, da DCT, disse que o encaminhamento rápido dos motoristas para o IML impede que eles escapem de uma autuação. "Antes, os PMs tinham de levar o motorista que se recusou a fazer o teste do bafômetro para uma delegacia de bairro, onde demoravam para ser atendidos porque havia outras ocorrências. Se há demora para fazer os exames, o motorista sai do estado de embriaguez", afirmou Lopes Filho. Ele não informou com qual frequência a DCT participará das blitze.

O major Joselito afirmou que a parceria com a Polícia Civil vai tornar o trabalho da PM mais ágil. "Antes era preciso deslocar uma patrulha até a delegacia para apresentar o motorista. Agora, essa equipe permanecerá mais tempo nas ruas." Segundo o balanço parcial da PM, 678 motoristas foram submetidos ao teste do bafômetro ontem.

Conhaque. Após fazer a última entrega do dia, um caminhoneiro de 32 anos resolveu tomar um conhaque no bar antes de voltar para a empresa. Ele estava a caminho de Santo Amaro, na zona sul, quando foi parado, por volta da 0h30, na blitz. O bafômetro acusou 0,38 miligrama de álcool por litro de ar expelido do pulmão. Segundo o motorista, essa foi a primeira vez que ele foi flagrado dirigindo depois de beber.

"Eu só tomei uma dose, mas se a lei diz que devo ser punido, então ela está certa." No mesmo bloqueio, a PM deteve um motorista que tinha 0,88 miligrama de álcool, muito acima do nível permitido.

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