Com PMs em greve, Exército faz segurança de São Luís

Tropas do Exército Brasileiro foram para as ruas de São Luís no início da tarde de ontem. Cerca de 200 militares do 24.° Batalhão de Caçadores deixaram o quartel para somar esforços com 500 homens da Força Nacional que já estão na capital maranhense tentando compensar a perda do policiamento ostensivo provocado pela greve dos policias militares.

ERNESTO BATISTA , ESPECIAL PARA O ESTADO , SÃO LUÍS, O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2011 | 03h00

Segundo o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, a Força Nacional e o Exército garantirão a segurança da população maranhense durante os dias de greve dos policiais militares e bombeiros.

"A coordenação operacional da Operação Maranhão ficará a cargo do Exército", disse o secretário.

Ele também informou que mais homens da Força Nacional, que reúne policiais e bombeiros de todo o País para casos de emergências de segurança pública, chegaram à capital.

No fim da tarde de ontem, o governo estadual divulgou nota afirmando que informações de que vários arrastões estariam acontecendo na capital maranhense não passavam de boatos plantados para provocar inquietação na população.

Boatos. "A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informa à população que nenhuma ocorrência de 'arrastão' ou ação do gênero foi registrada em São Luís até o fim da tarde desta sexta-feira. Esclarece ainda que boatos estão sendo disseminados por pessoas que estão se aproveitando da situação para criar um clima de insegurança visando aterrorizar trabalhadores e pessoas de bem."

Enquanto o reforço chegava a São Luís, deputados estaduais tentavam negociar com os cerca de 400 grevistas que continuavam acampados na Assembleia Legislativa, sede do Legislativo maranhense.

A comitiva formada basicamente por deputados que apoiam o governo informaram ao comando do movimento que o governo está disposto a negociar, desde que os os grevistas suspendam a paralisação.

Acampamento. Mas os policiais militares em greve responderam que não pretendem desmontar o acampamento e prometem levar suas famílias para também passarem o fim de semana dentro do parlamento estadual maranhense.

O impasse deve continuar pelo menos até a próxima segunda-feira, quando nova reunião deve ocorrer.

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