'Com PM ali, meu filho não seria morto'

"A PM tem de continuar na USP para inibir tudo o que for crime, para que não aconteça com outras pessoas o que aconteceu com o meu filho. Se já existisse policiamento ali, ele não seria morto por um assaltante, antes das 21 horas." A afirmação é do projetista Ocimar Florentino de Paiva, de 52 anos, que teve o filho morto no estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA).

GIO MENDES, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2011 | 03h01

Aluno do curso de Ciências Atuariais, Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, foi morto com um tiro na cabeça na noite de 18 de maio, após ser abordado por dois assaltantes quando entrava em seu Passat blindado. Felipe teria lutado com os bandidos, que fugiram sem levar nada. Os dois acusados pelo assassinato foram presos em junho e julho.

Para Paiva, a USP deve manter-se na condição de local público, "onde a polícia pode agir". "Não é um lugar para usuários de drogas fazer o que quiserem."

Segundo ele, só uma minoria quer agora a saída da PM da Cidade Universitária. "E essa minoria quer é liberdade para usar drogas lá. A maioria dos estudantes é favorável à presença dos policiais no câmpus, pois aprovou o convênio (entre a USP e a Polícia Militar)." Paiva também defendeu a ação de anteontem. "Eu acho que a polícia agiu certo. A universidade não é lugar para usar drogas."

Flagrante de drogas. No levantamento feito pela PM, não há dados sobre tráfico ou apreensão de entorpecentes ou detenção por uso de drogas. Já na estatística elaborada pela Guarda Universitária, de janeiro a setembro houve apenas uma apreensão de entorpecentes dentro da USP, registrada em junho.

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