Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Com operação, mulher ficou dois dias sem crack

Com 13 anos de cracolândia e mãos queimadas pelo fogo do cachimbo de crack, M., de 36 anos, não se considera viciada em drogas; ela se classifica simplesmente como usuária. O convívio com a droga tem quase a mesma idade do filho mais novo. "Caí nessa vida praticamente ao mesmo tempo que fiquei grávida." Tanto o filho de 13 anos quanto o de 19 moram com os avós na Casa Verde, zona norte de São Paulo.

O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2012 | 03h02

Por causa da operação da Polícia Militar, M. ficou dois dias sem fumar crack. Ontem, porém, conseguiu uma pedra. Ela vive com outros usuários no prédio conhecido como "labirinto", um imóvel sem teto e com paredes danificadas na cracolândia.

Nos últimos dias, usuários foram dispersados pelo centro paulistano. Ela encontrou seu canto na Alameda Barão de Piracicaba, poucos metros da entrada da Cristolândia, missão evangélica que leva dependentes químicos para a recuperação. Mas M. não quer deixar o "labirinto". "Não posso ir me tratar porque tenho um cachorro no labirinto, que não posso abandonar."

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