Com novo aumento, estudantes ameaçam engrossar protestos

Após brigar contra reajuste dos ônibus, Movimento Passe Livre marca nova manifestação para amanhã, no centro

Eduardo Reina e Renato Machado, O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2011 | 00h00

Assim como ocorreu depois do aumento da tarifa dos ônibus municipais, estudantes da capital prometem se organizar para também protestar contra os novos valores que serão cobrados nas catracas do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e dos ônibus intermunicipais da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). E a primeira manifestação já está marcada para amanhã à tarde, no centro.  

 

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"Pode ter certeza de que vamos lutar também para barrar o aumento de metrô", diz o estudante Pedro Lopes, do Movimento Passe Livre de São Paulo.

Passeatas. O grupo vem se reunindo todas as quintas-feiras, desde que começou a vigorar o valor de R$ 3 para as tarifas de ônibus. De 3 mil a 4 mil pessoas têm participado das ações, principalmente estudantes, que envolvem passeatas pela região central e pela Avenida Paulista.

A primeira delas foi reprimida pela Polícia Militar no centro, que disparou balas de borracha contra manifestantes. O próximo evento terá concentração na frente do Teatro Municipal, a partir das 17 horas de amanhã.

"O aumento na tarifa de metrô é mais um motivo para protestarmos. O transporte em geral é um direito, não uma mercadoria", diz Lopes.

Os últimos reajustes

Novembro de 2006

Aumento de 9,5% eleva a passagem de trem e metrô de R$ 2,10 para R$ 2,30.

Fevereiro de 2008

O bilhete unitário passa a custar R$ 2,40 (4,3% de reajuste).

Fevereiro de 2009

O governo aplica um aumento de 6,3% e a tarifa unitária sobe para R$ 2,55.

Fevereiro de 2010

Os bilhetes de trens e metrô sobem para R$ 2,65 e, pela primeira vez, o metrô fica mais barato que os ônibus municipais de São Paulo, que na época tinha tarifa de R$ 2,70.

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