Com muito luxo, 5 mil integrantes fazem a festa da Vila Maria

Tema da terceira escola a desfilar em São Paulo foi o dinheiro; a musa Scheila Carvalho é a rainha de bateria

Andréia Sadi, do estadao.com.br e Mário Sérgio Lima, da Agência Estado,

21 Fevereiro 2009 | 02h52

Como diz o enredo da escola, a história do dinheiro "na Vila Maria virou carnaval".  Com o mote "Da Sobrevivência ao Luxo, da Ilusão à Alucinação - Dinheiro, Mito, História e Realidade", a agremiação levou para o terceiro desfile desta sexta-feria, 20, no Anhembi, cinco mil integrantes que esbaldaram muito luxo, energia e a escola contou com a musa Scheila Carvalho, ex-dançarina do grupo de axé É o Tchan.      Com "energia acumulada", já que não desfilou no passado, a modelo  disse que o carnaval deste ano se tornou especial por conta deste afastamento. "Adoro o carnaval de São Paulo e já estava com saudades", afirmou a madrinha de bateria da Unidos de Vila Maria.   Veja também:Veja a galeria de fotos do desfile da Vila Maria Você é o jurado: avalie o desempenho das escolas  Cobertura completa do carnaval 2009  Blog: dicas para quem quer curtir e para quem quer fugir da foliaEspecial: mapa das escolas e os sambas do Rio e de SP   Saiba como chegar ao sambódromo   Crédito: André Lessa/AE Scheila disse que apenas o carnaval de São Paulo não será suficiente para gastar sua energia. Amanhã, ela parte para Salvador onde será madrinha do bloco "Algodão Doce", da cantora e dançarina Carla Perez. "Depois vou a Teresina no domingo e volto para Bahia segunda e terça", afirmou Scheila. Durante o desfile, a modelo enfrentou problemas com a sua fantasia. " Tem um 'strasszinho' na parte debaixo da fantasia e ele arrebantou uma garrinha que segurava este strass. Ele tava furando a minha perna. Aí, eu tive que tirar", contou. Sempre animada, a arquibancada empolgou-se ainda mais quando a bateria resolveu dar uma "paradinha" em que os surdos foram levantados. Nos refrões, os ritmistas fizeram uma evolução com movimentos para frente e para trás, simulando um leque.   Crédito: André Lessa/AE Todas as alas representaram um dos mitos da riqueza. Uma das primeiras, a"Nosso Pão de Cada dia", fez alusão ao homem antes da invenção do dinheiro. Em seguida, entrou a dos baianos, com 100 componentes vestidos de branco, dourado e amarelo- simbolizando o ouro, prata e bronze.   Assim como aconteceu na Unidos do Peruche, a primeira escola a se apresentar, a menção ao dinheiro aconteceu mais de uma vez e veio traduzida pelas cores. A ala colorida Robin Hood representou um dos mitos da riqueza. A ala de número 11 foi sucedida pela  "Corte francesa", representando a nobreza, toda de rosa. Crianças compuseram a ala do "Tio Patinhas", o personagem de desenho animado que ficou conhecido por ser avarento. Antes da bateria sair do recuo, entrou na avenida a "O que o dinheiro não compra", que trouxe fantasias com corações estampados, simbolizando o amor. Já os carros alegóricos simbolizaram a história do dinheiro- como o terceiro- que lembrou a vinda da família real ao Brasil.  O desfile da escola contou com cinco mil componentes, 31 alas e cinco carros alegóricos.  Em 2008, a Vila Maria ficou em terceiro lugar no Grupo Especial.  Foi fundada em 1950 e seu primeiro desfile aconteceu 11 anos depois. Os foliões originais vinham dos bairros de Vila Maria, Peri e Brás.  (Colaborou Vitor Sorano, do JT) 

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