Com metroviários em greve, supervisores de estação e de operação conduzem trens

Segundo presidente do sindicato, 100% da categoria aderiu à paralisação, o que obrigou a companhia a improvisar

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

05 de junho de 2014 | 12h09

SÃO PAULO - Nenhum dos trens em operação parcial no Metrô nesta quinta-feira, 5, é guiado por condutores acostumados com as composições. Isso porque 100% do pessoal de operação está em greve, segundo o Sindicato dos Metroviários. Dessa forma, só supervisores de estação e de operação estão guiando os trens.

De acordo com Altino de Melo Prazeres Júnior, presidente do sindicato, cerca de 200 funcionários estão na operação. "Mas há um problema de segurança, porque os vigilantes também estão 100% paralisados. Segurança, hoje, só se o Metrô colocar a polícia lá dentro."

Em reunião na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) na manhã desta quinta-feira, o superintendente do Ministério do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros, disse que metroviários e Metrô estão perto de um acordo. "É apenas saber sentar para negociar. O Metrô deve rever suas posições."

Ele criticou o fato de o governo do Estado não ter enviado nenhum representante com poder de decisão à audiência, ao contrário dos metroviários, cuja cúpula do sindicato compareceu ao encontro de conciliação. Os dois representantes da empresa que foram à DRT, o advogado Evandro Rocha e o funcionário de recursos humanos Bruno Puglia, não quiseram falar com a imprensa. 

Medeiros disse que, se não houver um acerto entre as partes na audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), às 15h, ele fará uma proposta pública para ambos os lados, visando ao fim da greve.

Prazeres Júnior afirmou que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) é o "responsável número um pelo Metrô" e pela greve. Ele voltou a dizer que, se a gestão Alckmin permitir a catraca livre nas estações do Metrô, os funcionários voltam a trabalhar imediatamente. Na semana passada, o tucano rejeitou a proposta, alegando suposto prejuízo financeiro à empresa. 

O presidente do sindicato reiterou ainda que a categoria não aceitará um reajuste salarial menor do que 10% para voltar a trabalhar. O Metrô oferece 8,7%. O superintendente Medeiros disse que os metroviários não devem receber um aumento menor do que o dado aos motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo, cujos salários foram incrementados em 10% em maio.

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