TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Com chuvas inferiores a 2014, nível de represas cai pelo 9º dia seguido

Nos dez primeiros dias do mês, choveu apenas 3,3 mm na soma de todos os mananciais; nesse período do ano passado, foram 74,2 mm

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

10 de agosto de 2015 | 09h27

SÃO PAULO - O nível de todos os principais sistemas de São Paulo entrou em queda livre desde o início do mês de agosto. Nesta segunda-feira, 10, os mananciais chegaram ao nono dia consecutivo só com perda de volume armazenado de água, segundo boletim da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Neste ano, tem chovido ainda menos do que em 2014 - ano considerado pelo Governo do Estado como o mais seco da história. Nos primeiros dez dias de agosto, a soma da pluviometria nas regiões de todos os seis mananciais é de apenas 3,3 milímetros. No mesmo período do ano passado, havia chovido 74,2 mm - ou seja, cerca de 22 vezes a mais.

Considerado o principal do Estado, o Sistema Cantareira chegou a 17,8% da capacidade, de acordo com índice tradicionalmente divulgado pela Sabesp, que considera dois volumes mortos. No dia anterior, o nível estava em 17,9%. Em agosto, choveu apenas 0,8 mm sobre o manancial, enquanto o volume esperado para o mês inteiro é de 34,4 mm.

Responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira registrou aumento no volume armazenado de água pela última vez no dia 27 de julho, quando subiu de 18,8% para 18,9%. Antes disso, os reservatórios que compõem o sistema já haviam passado um mês sem aumentar o nível de água represada. 

No cálculo negativo, o Cantareira também caiu 0,1 ponto porcentual e está com - 15,2%. Queda semelhante foi registrada no terceiro índice do sistema, que aponta o manancial com 13,7%, contra 13,8% no dia anterior.

Outros mananciais. Atualmente responsável por atender o maior número de habitantes de São Paulo (5,8 milhões), o Guarapiranga ainda não recebeu chuva neste mês. O manancial completou duas semanas de quedas consecutivas nesta segunda. Ele opera com 73,5% da capacidade - 0,3 ponto porcentual a menos do que no dia anterior.

Em crise ainda mais severa, o Alto Tietê chegou à sua 12ª baixa. O manancial contabiliza 16,9% do volume armazenado, já considerando 39,4 bilhões de litros de água de uma cota de volume morto. No dia anterior, o índice era de 17%.

O Sistema Rio Claro foi o que sofreu a maior variação negativa, caindo 0,5 ponto porcentual. Com a baixa, o manancial passou de 68,5% para 68%. Em agosto, a pluviometria acumulada é de apenas 0,8 mm. No ano passado, já havia chovido 61,8 mm.

Já os Sistemas Rio Grande e Alto Cotia caíram 0,2 ponto porcentual e operam com 86,6% e 58,6%, respectivamente.

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