Com medo de multas, prédios já se adaptam à legislação

Para síndicos, calçada agora está no topo das prioridades de reforma

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

18 Março 2012 | 03h03

Eles não querem nem ouvir falar em multas. Por isso, ao saber da lei das calçadas, alguns síndicos paulistanos não esperaram a fiscalização chegar: trataram de dar um jeito no passeio do prédio o quanto antes.

Em um deles, na Rua Cunha Gago, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, a obra recém-terminada na calçada, ainda faltando reparos e pintura, denuncia a pressa do síndico Eduardo Di Pietro. "Até hoje não sei se alguém foi multado nem quanto é a multa, mas não quis correr o risco. É bom contribuir para manter a cidade em ordem, melhorar o visual", afirma.

Um dos problemas enfrentados quando a reforma começa a ser discutida nas reuniões de condomínio é o custo. Na hora de pagar mais um rateio, os moradores estremecem. Mas o síndico profissional Wagner Andrade, que trabalha em diversos prédios do Itaim-Bibi, Moema e Vila Olímpia, na zona sul, explica que refazer uma calçada não é das obras mais caras. "Se for pequena, 20 metros de frente, sai uns R$ 3 mil. Um rateio entre 30 apartamentos dá R$ 100 para cada, não é um valor substancial", diz.

Se antes a calçada entrava no fim na lista de reparos em um prédio - síndicos explicam que os moradores querem sempre começar pela fachada ou hall de entrada -, agora virou prioridade. Por causa da lei, Wagner Andrade começou a orçar a reforma das calçadas dos prédios que administra antes de começar obras internas previstas em cada um deles.

Fundo. No Edifício Átila, na zona oeste da capital, a síndica Gláucia Vieira já tinha planos de trocar o passeio, que estava "feio e quebrado", segundo ela. A obra entraria no projeto de modernização da estrutura do prédio como um todo. "Aproveitei que a lei entrou em vigor e resolvi fazer logo, tirei esse problema da minha frente", conta ela, que usou o fundo de obras.

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