Com mais roubos, segurança preocupa quem vive nos Jardins

Foram registrados sete casos desde o começo do ano; moradores pedem mais patrulhamento na região

Marcela Spinosa, O Estado de S.Paulo

30 Março 2011 | 00h00

JORNAL DA TARDE

Depois de nove meses sem ocorrências, a Ame Jardins, a associação de moradores do bairro nobre da zona sul da capital, afirma que criminosos voltaram a agir na região. Segundo a entidade, em três meses, foram registrados sete casos de roubo. Para se ter uma ideia, no primeiro bimestre de 2009 houve quatro e, em igual período de 2010, nenhum. Por isso, está marcada para hoje uma reunião com autoridades de segurança do Estado no Museu Brasileiro da Escultura.

"Os moradores vão poder expor seus medos e necessidades", diz o diretor executivo da Ame, João Carlos Maradei Jr.

Até ontem, estavam confirmadas as presenças dos secretários de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, da Cultura, Andrea Matarazzo, e do comandante geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Camilo.

No encontro, Maradei pedirá reforço no patrulhamento pelas motos da PM, intensificação das investigações, combate ao comércio irregular e a flanelinhas nos Jardins América, Europa e Paulistano. Esses foram os bairros, segundo Maradei, com relato de roubos desde dezembro. Mas só em quatro foram feitos boletins de ocorrência.

Em fevereiro, o administrador de empresas S.S., de 52 anos, a filha, de 15, a mulher, de 51, e um vizinho ficaram em poder de dois bandidos em sua residência, na Rua Cuba. S. foi abordado na porta de casa quando voltava de uma corrida. Do imóvel foram levados dinheiro e carro, entre outros itens. "Instalei câmeras de segurança, botões de pânico (dispositivo que avisa à PM de invasão) e agora temos segurança particular 24 horas", diz ele.

Para o coronel reformado da PM José Vicente, a região não vive uma onda de assaltos: "Seria se fossem 14 no mês." Ele explica que é comum criminosos agirem de forma intensa por um período e depois sumirem.

3 PERGUNTAS PARA...

S. S. VÍTIMA DE ROUBO

1. Mudou algo para coibir novos assaltos?

Instalei câmeras, botões de pânico e contratei segurança particular 24 horas. Foram mais de R$ 5 mil.

2. Você foi seguido?

Minha sensação é que eles ficam rondando, vão percebendo a rotina das pessoas.

3. Como fica a rotina?

Só saio de casa se há guarda na porta, senão fico aflito. Vivemos uma sensação de insegurança que cria marcas e pode até nos deixar doentes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.