JB Neto/Estadão
JB Neto/Estadão

Com mais de 2h de atraso, começa 2º dia de júri de Cepollina

Parte do Fórum da Barra Funda, na zona oeste, ficou sem energia por mais de três horas; advogada é acusada de matar o coronel Ubiratan

Gheisa Lessa, de O Estado de S. Paulo, Texto atualizado às 16h53

06 de novembro de 2012 | 13h46

SÃO PAULO - Com atraso de quase três horas, começou às 14h40 desta terça-feira, 6, o segundo dia de júri da advogada Carla Cepollina, de 46 anos, em São Paulo. Carla é acusada de ter assassinado, há seis anos, o coronel Ubiratan Guimarães. A sessão, com início previsto para às 12h, foi adiada por causa de uma falha no sistema de energia elétrica do Fórum da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.

Por causa da falta de luz, o promotor cogitou transferir o julgamento para o Fórum de Santana, na zona norte. A defesa da acusada pretendia adiar o júri para maio de 2013, mas a sessão foi retomada após o restabelecimento do sistema. 

De acordo com a Eletropaulo, a causa da interrupção no fornecimento de energia no fórum foi causado por uma sobrecarga no sistema interno. Esta sobrecarga desligou um elo entre a caixa de energia da casa e a rede elétrica.

Neste segundo dia de júri está prevista a leitura de algumas peças do processo e deve ocorrer o interrogatório da acusada. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) disse que a audiência não tem previsão para terminar.

Carla é acusada de assassinar o coronel Ubiratan Guimarães - conhecido por ter comandado a invasão do Carandiru em 1992, provocando 111 mortes no Pavilhão 9. Ele foi morto com um tiro no abdome. Ontem, foi realizado o primeiro dia do julgamento da morte de Ubiratan.

O caso. De acordo com a tese da polícia, o crime aconteceu na noite do dia 9 de setembro de 2006. Porteiros do prédio onde o coronel morava afirmaram que Carla estava dentro do apartamento de Ubiratan quando vizinhos ouviram o som de um tiro. O apartamento fica na esquina da Rua José Maria Lisboa e a Avenida Nove de Julho, na zona oeste da cidade.

A advogada responde ao processo em liberdade. Segundo a acusação, Carla matou por ciúme. A ré nega a autoria do crime.

Condenado. Em 2001, o ex-coronel Ubiratan Guimarães foi condenado a 632 anos de prisão por comandar a ação no Carandiru, massacre que completou 20 anos neste ano. Em 2006, mesmo ano de sua morte, ele foi absolvido pela Justiça. Ubiratan é o único condenado pelo massacre do Carandiru.

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