Divulgação/Prefeitura de Sorocaba
Divulgação/Prefeitura de Sorocaba

Com hospitais lotados e protesto do comércio, Sorocaba mantém fase vermelha

Município foi incluído na fase 2 (laranja) do Plano São Paulo, mas a prefeita Jaqueline Coutinho (PSL) considerou que a abertura poderia agravar o quadro já complicado da doença na cidade

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2020 | 17h05

SOROCABA – Com hospitais praticamente lotados e sete pacientes da covid-19 à espera de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a prefeitura de Sorocaba manteve a cidade na fase vermelha do Plano São Paulo e enfrentou protestos de comerciantes nesta segunda-feira, 13. O município foi incluído na fase 2 (laranja), mas a prefeita Jaqueline Coutinho (PSL) considerou que a abertura do comércio não essencial poderia agravar o quadro já complicado do coronavírus na cidade.

Sorocaba atingiu 8.240 casos positivos e 164 mortes pela doença no domingo, 12. Inconformado, um grupo de comerciantes ocupou a frente do Palácio dos Tropeiros, sede da prefeitura, com cartazes e bandeiras do Brasil. Os manifestantes pediam a reabertura e alegavam prejuízos. 

Assessores da prefeita conversaram com os representantes e agendaram uma reunião para esta semana. O grupo cantou o hino nacional e deixou o local. Em nota, a prefeitura informou que a decisão de manter o comércio não essencial atende critérios técnicos e é fundamental para evitar que a assistência à população não entre em colapso.

Desde a sexta-feira, 10, ao menos 25 pacientes tiveram de esperar na fila para conseguir leitos em hospitais. Na manhã desta segunda, a Santa Casa, principal referência para a covid-19, tinha todos os 40 leitos de UTI ocupados. A lotação também era de 100% no Hospital de Campanha. No Hospital Regional Adib Jatene, a ocupação era de 94,3% e, no Conjunto Hospitalar, de 75%, mesmo índice da rede particular. A prefeitura informou que vai ampliar o número de leitos no hospital de campanha.

Apesar da fase restritiva, houve aglomerações causadas principalmente pelas festas em bairros e bailes funk. Um deles, na zona norte, terminou em correria após a chegada da Polícia Militar. Conforme a PM, só neste fim de semana 797 pessoas foram abordadas e duas foram presas por desrespeito à quarentena. Durante o dia, viaturas estão percorrendo bairros periféricos e pedindo à população, por meio de alto-falantes, que fique em casa.

Jogos de futebol encerrados

Em Ribeirão Preto, também no interior, agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) foram mobilizados para encerrar quatro partidas de futebol em campos de bairros. A cidade, que está na fase vermelha do Plano São Paulo, registrou mais 124 casos de coronavírus neste domingo, chegando a 7.684 infectados. Com dois novos óbitos, a cidade passou a ter 227 mortes pela doença. A ocupação de leitos de UTI em hospitais se manteve acima de 96%.

Os guardas foram acionados após denúncias de moradores. Em pelo menos um dos casos, os jogadores e o trio de arbitragem estavam uniformizados. As abordagens aconteceram nos bairros Ipiranga, Jardim João Rossi, Vila Real e Olhos D’Água. As aglomerações foram dispersadas sem resistência. Nesta segunda-feira, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, referência para a covid-19 na cidade, voltou a registrar lotação máxima, com os 65 leitos de UTI ocupados por pacientes do novo coronavírus.

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