Com greve dos GCMs, camelôs tomam conta da Rua 25 de Março

Guardas civis começaram a greve nesta terça e entre as reivindicações está o aumento do salário-base

25 de agosto de 2009 | 16h08

Camelôs tomam conta das calçadas e até de uma pista na Rua 25 de Março. Foto: Sérgio Neves/AE

 

SÃO PAULO - Com a greve da Guarda Civil Metropolitana, camelôs tomaram conta da Rua 25 de Março nesta terça-feira, 25. Os GCMs estão em greve desde o início desta terça e pedem reajuste de salário-base, aumento do porcentual de gratificação para 140% - o índice atual é de 60% -, a implementação do plano de estruturação de carreiras e melhores condições de trabalho e higiene. O ato marca a primeira greve da categoria.

 

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Entre as responsabilidades dos guardas-civis está a fiscalização aos camelôs. São os GCMs que fazem os famosos "rapas" no comércio informal da cidade. Nesta terça, um grupo de manifestantes se reuniu em frente à Prefeitura de São Paulo. A Guarda Civil Metropolitana responde diretamente à Prefeitura, ao contrário das polícias civil e militar, que são subordinadas ao governo do Estado.

 

A deflagração da greve ganhou força depois da análise de uma pesquisa encomendada pela entidade. De 29 municípios paulistas consultados, São Paulo mostrou ter a pior remuneração profissional. "A média de salários nos municípios pesquisados é de R$ 1.700", diz o presidente do sindicato, Carlos Augusto Souza Silva. "A categoria em São Paulo recebe R$ 895. É muito pouco." Com o incremento de 140% nas gratificações, os vencimentos da classe passariam para R$ 1.281.

 

Silva espera adesão à paralisação de 70% da categoria, dentro de um contingente de 3.570 profissionais. Segundo o sindicalista, em abril a pauta de reivindicações foi protocolada na sede da Prefeitura, mas até agora não houve uma resposta. A greve foi aprovada em assembleia realizada quarta-feira, quando foi interrompida a fiscalização do comércio ambulante no centro de São Paulo.

 

Uma das recomendações dadas durante uma assembleia feita na segunda pela categoria é que os funcionários entrem em contato com a entidade se forem ameaçados durante a paralisação. A Prefeitura ainda estuda alternativas para manter a vigilância no município durante a greve.

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