Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Com foco nas escolas municipais, GCM terá 1.500 novos guardas

Previsão inicial é que comecem a trabalhar em maio, em unidades que serão definidas pela Secretaria Municipal de Educação

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

29 Fevereiro 2016 | 20h23

SÃO PAULO - A Guarda Civil Metropolitana (GCM) ampliará seu efetivo em 1.500 pessoas neste ano e terá como prioridade o atendimento da região das escolas municipais. Parte dos servidores - pelo menos 500 - deve ser contratada até março e o restante, até o fim do ano. Uma lista de 150 colégios, cujas regiões ainda não foram divulgadas, deve ser contemplada com o atendimento. O efetivo atual é de 6.100 guardas.

A informação foi dada pelo secretário de Segurança Urbana do município, Benedito Mariano, em entrevista ao Estado. Os novos GCMs, aprovados em um concurso de 2013, passarão por treinamento por três meses antes de irem às ruas. Será a primeira contratação desde 2003, quando houve o último processo seletivo da guarda.

A previsão inicial é que comecem a trabalhar em maio, em unidades que serão definidas pela Secretaria Municipal de Educação (SME). "Estaremos presentes naquelas escolas em que a secretaria entender que a presença da guarda fortalece a prestação de segurança", disse Mariano. Também serão adquiridas novas viaturas, mas o secretário não precisou a quantidade. O trabalho será feito em postos fixos e em ronda, não no interior dos colégios. 

O aumento do efetivo, segundo a SME, acompanha a expansão da rede municipal e tem como objetivo não só atender às escolas, mas o entorno da comunidade escolar. Nas unidades já existe hoje o chamado Programa de Proteção Escolar, com presença de vigias, vigilância privada desarmada, alarme eletrônico e videomonitoramento. O efetivo depende da vulnerabilidade da região. 

A função principal da GCM atualmente é a de proteção ao patrimônio municipal - prédios públicos, postos de saúde, escolas, praças, monumentos e outros. Mas há também ações nas escolas, como palestras instrutivas, além de acompanhamento contra ações ilícitas no interior e no entorno do colégio. 

Já a vigilância privada cuida dos bens materiais no período noturno. Segundo a SME, há segurança privada em 553 escolas municipais e em todos os CEUs. O valor médio de cada posto é de R$ 15 mil nas escolas e R$ 37 mil nos CEUs. Todas as unidades possuem câmeras de vigilância.  

Estatísticas. A GCM também vai começar a realizar um trabalho de mapeamento e análise dos dados criminais divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Uma portaria foi publicada no Diário Oficial do Município do último sábado, 27, criando o "Núcleo de Inteligência" da pasta, que será comandado por 10 GCMs. Os dados serão de uso interno.

O trabalho já era feito de maneira informal, mas sem uma estrutura fixa. O objetivo da medida, segundo a portaria, é "produzir, em função das características do município, informações estatísticas e outros documentos para subsidiar o gabinete do secretário e o comando como subsídios as ações da Guarda Civil Metropolitana". Uma das possibilidades, de acordo com Mariano, será a de mobilização do efetivo nas regiões onde há maior criminalidade. "Vamos trabalhar os dados para entender a dinâmica de violência da cidade e orientar as ações", explicou. 

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