Com fim da paridade salarial, eficiência da PM é uma incógnita

Quando a situação aperta, o governo do Estado costuma mencionar a produtividade policial para justificar o empenho no combate ao crime. De janeiro a agosto foram mais de 114 mil prisões, quase a totalidade ocorrências em flagrante feitas pelos policiais militares. O patrulhamento ostensivo nos locais com índices mais altos de crime têm sido a principal estratégia na redução da criminalidade, trabalho desempenhado pela PM.

CENÁRIO: Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2013 | 02h08

A principal incógnita para os próximos meses é a reação dos PMs a dois projetos de lei enviados pelo governo à Assembleia para aumentar os salários dos delegados, escrivães e investigadores. A medida é vista entre os PMs como quebra da paridade salarial com os policiais civis, mas o governo defende que se trata de respeito à diferença das carreiras.

A indignação entre os oficiais é aberta e ontem os coronéis se reuniram com o comando para discutir a medida. Houve reclamação, e alguns defenderam greve branca, com a redução no empenho do combate ao crime. Foi o que aconteceu em 1997, quando o governador Mário Covas (PSDB) propôs uma emenda constitucional para acabar com a PM. Os policiais fizeram o chamado "olho de vidro" e as taxas aumentaram.

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