Com fim da greve de policiais, dispara a venda de abadás

Ainda há camisetas para participar dos blocos mais concorridos da Bahia

TIAGO DÉCIMO / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2012 | 03h03

O fim da greve da PM na Bahia causou uma corrida aos principais pontos de venda de abadás para blocos e camarotes do carnaval de Salvador. Diferentemente de anos anteriores, ainda há vagas para quase todas as atrações, até as mais concorridas, como o Bloco Camaleão, da banda Chiclete com Banana, e o Coruja, de Ivete Sangalo.

"Antes (durante a greve), os vendedores estavam fazendo R$ 2 mil ou R$ 3 mil por dia. Desde segunda-feira, estão vendendo R$ 20 mil", afirma o promotor de vendas Luan Moura, da Central do Carnaval.

Na fila, clientes estavam ansiosos. "Estávamos indecisas por causa da greve, mas agora parece que está tudo certo", diz a administradora Eloá Cassimi, que vai ciceronear a amiga mineira Ângela Motta em seu primeiro carnaval baiano.

O casal alagoano Amanda e João Carlos Torres só confirmou a viagem a Salvador no dia do embarque, domingo. "Estava pronto para cancelar a passagem e a reserva no hotel se a greve não acabasse", diz o engenheiro.

O governo baiano garante 19.727 PMs para a segurança da festa, além de 2.614 guardas-civis e 380 integrantes da Força Nacional. O Exército, que já tirou as tropas das ruas, mas ainda está no Estado, não definiu como será sua atuação durante o evento.

Oficialmente, o carnaval de Salvador começa hoje, mas blocos de faculdades e bares já estão nas ruas desde ontem à noite.

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