Com explosão de rocha, começa regaste de operários em pedreira

Dois trabalhadores da Max Brita, em Santos, estão soterrados em local de difícil acesso[br]desde terça de manhã

Zuleide de Barros, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2011 | 00h00

Dois dias depois de 50 mil toneladas de pedras, terra e vegetação caírem sobre dois trabalhadores de uma pedreira em Santos, técnicos da Defesa Civil, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar começaram o resgate das vítimas. Ontem de manhã foi implodida uma pedra de 300 toneladas que seria o principal empecilho para chegar ao local onde estão os dois operários, apontado por cães farejadores.

O acidente aconteceu na terça-feira, às 6h15, na pedreira da empresa Max Brita, na altura do km 245 da Rodovia Rio-Santos. O trabalho de resgate era acompanhado pelas famílias de Jucelino Mendonça de Souza, de 45 anos - há 15 na empresa -, e do motorista Walter Santana, contratado há um mês.

Na terça-feira, o comandante da Polícia Militar na região, coronel Sérgio Del Bel, afirmou acreditar que os dois homens estivessem vivos, já que haveria um bolsão de ar sob as pedras.

A opinião é compartilhada por soldados do 2.º Batalhão de Infantaria Leve, com sede em São Vicente, que atuaram nos resgates das vítimas de terremotos do Haiti no ano passado. "Nós chegamos a resgatar pessoas vivas 22 dias após o terremoto, de modo que não nos surpreende se os dois trabalhadores estiverem vivos", conta o soldado Thiago Cerqueira.

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