Com deslocamento de moradores, Santa Lúcia vira cidade fantasma

Sexta-feira, 9 horas da manhã e o sol brilha forte. Em um cenário desses, numa semana de pagamento de salários, era de se esperar movimento e agitação nas ruas de qualquer cidade. Mas não em Santa Lúcia, município com menos de 8 mil habitantes perto de Araraquara, no interior. Lá, 69% dos trabalhadores se deslocam todos os dias para outro município, o que deixa o local com cara de "cidade fantasma" durante a semana.

O Estado de S.Paulo

09 Junho 2013 | 02h06

A região é conhecida por ser um polo de produção e refino de cana-de-açúcar, Muitos moradores de Santa Lúcia vão para outros municípios trabalhar no setor.

O aposentado Carlos Alberto Barreto, um dos poucos que caminhavam pelas ruas vazias de Santa Lúcia na sexta-feira, trabalhou por anos fora da cidade na agricultura até se aposentar. "A cidade durante o dia costuma ficar deserta mesmo."

O ranking das maiores cidades-dormitório proporcionalmente tem municípios em zonas agrícolas, como Santa Lúcia e São Pedro da Cipa (MT), e outros no entorno das principais capitais, como Rio Grande da Serra (SP) e Raposos (MG). Entre as regiões metropolitanas, as que mais registram deslocamentos pendulares são Vitória (28% dos trabalhadores) e o Recife (26%).

Na capital pernambucana, a explicação é a geográfica - Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes já não têm mais para onde crescer, o que empurrou milhares de moradores para longe. "Novas centralidades foram se formando", afirma o diretor de Estudos Regionais e Urbanos da agência estadual Condepe-Fidem, Ruskin Freitas. / ANGELA LACERDA, RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO, e R.B.

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