Denis Cappellin/Flickr
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Com chuvas fortes, nível do Sistema Cantareira volta a subir após 4 dias

Em apenas dois dias, choveu 23,2 mm sobre a região do manancial, que aumentou o volume de água represada de 16% para 16,1%

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

02 Novembro 2015 | 09h39

SÃO PAULO - Considerado o principal sistema hídrico de São Paulo, o Cantareira voltou a ter aumento no volume armazenado de água após quatro dias de estabilidade, segundo aponta relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado nesta segunda-feira, 2. Com chuvas fortes nas áreas dos mananciais, os demais reservatórios também registraram alta - exceto o Rio Claro, que caiu.

Responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira opera com 16,1% da capacidade, de acordo com a Sabesp. O volume é 0,1 ponto porcentual maior comparado ao dia anterior, quando estava com 16%. O índice tradicionalmente divulgado considera duas cotas de volume morto, adicionadas no ano passado, como se fossem volume útil do sistema.

Sobre a região do Cantareira, choveu 18,3 milímetros nas últimas 24 horas. Em apenas dois dias, o volume acumulado já está em 23,2 mm - duas vezes mais do que o volume esperado, caso a média de 5,34 mm por dia, estivesse se repetindo.

No índice negativo, o nível do Cantareira permanece com os mesmos - 13,2% do dia anterior. Já o terceiro índice também registrou variação positiva e o manancial subiu de 12,4% para 12,5%.

Outros mananciais. O Guarapiranga, atual responsável por abastecer o maior número de clientes da Sabesp (5,8 milhões), subiu 1,8 ponto porcentual após chover em apenas um dia metade de todo o volume esperado para o mês. Foram 61 mm, enquanto a média histórica de novembro é de 123,8 mm. O Guarapiranga opera com 78,3% da capacidade, ante 76,5% no dia anterior.

As chuvas também ajudaram o Alto Tietê, que atravessa crise severa, a registrar alta depois de cinco dias sem variação positiva. O sistema está com 13,8%. No dia anterior, o índice era de 13,7%. Esse cálculo leva em conta um volume morto, acrescentado no ano passado.

Proporcionalmente, o Alto Cotia foi quem registrou o maior aumento: 2,3 pontos porcentuais. A alta fez o nível do manancial saltar de 58,3% para 60,6% após pluviometria de 53,6 mm. Já o Rio Grande subiu 1,2 ponto porcentual e está com 88,2%, ante 87% no dia anterior.

Com chuvas mais discretas (8 mm), o Rio Claro foi o único a registrar baixa: 0,2 ponto. O manancial opera com 54,1%, contra 54,3% no dia anterior. 

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