NEWTON MENEZES/FUTURA PRESS
NEWTON MENEZES/FUTURA PRESS

Com chuva, Marginais registram mais acidentes

Foram 8 casos nesta quinta-feira, ante um histórico de 6,8 ocorrências diárias, conforme balanço feito pela CET

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

26 Janeiro 2017 | 22h25

SÃO PAULO - Com as fortes chuvas desta quinta-feira, 26, o primeiro dia útil de operação dos novos limites de velocidade nas Marginais do Tietê e do Pinheiros terminou com mais acidentes registrados do que na média do ano passado. Foram 8 casos nesta quinta, ante um histórico de 6,8 ocorrências diárias, conforme balanço da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Quatro dos acidentes tiveram vítimas, ainda de acordo com a companhia que, em nota, disse que “nos horários de pico, a operação contou com um efetivo de 139 agentes de trânsito da CET, dedicados ao monitoramento e à orientação aos motoristas que trafegam pelas Marginais”.

Para especialistas, no entanto, não dá para fazer relação direta, ao menos nesta quinta, entre o número de acidentes acima da média e o aumento das velocidades. Dias chuvosos têm mais acidentes. “Costumo dizer que, quando chove, a pista encolhe e o carro cresce. A pista molhada exige mais espaço para que o carro consiga fazer a frenagem. É normal que se tenha mais acidentes em dias como hoje”, disse o engenheiro de trânsito Luiz Celio Bottura, ex-ombudsman da CET. 

O engenheiro citou ainda o fato de que, ao longo dos horários de pico desta quinta foi registrado trânsito abaixo da média histórica de janeiro. O maior índice foi às 19 horas, quando a CET contou 92 quilômetros de filas de carros. A média, para este horário, é de 126,8 quilômetros. 

Nesta quinta, a gestão João Doria (PSDB) prestou novos esclarecimentos sobre o programa Marginal Segura, conjunto de ações prometidas pelo prefeito para aumentar os limites com segurança. Doria havia dito que a Prefeitura iria deslocar quatro ambulâncias para prestar socorro a eventuais vítimas de acidentes ocorridos na pista. Elas viriam de um lote de 14 ambulâncias doadas à capital pelo Ministério da Saúde, por meio do programa Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Não estão trabalhando ainda porque a documentação dos veículos não está pronta. 

A gestão Doria afirmou que, na falta delas, outras quatro ambulâncias foram deslocadas, mas os veículos ficariam também com a missão de atender as demais ocorrências da cidade.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.