Com chuva, Cantareira sobe pela primeira vez em cinco dias

Dados da Sabesp mostram também crescimento da reserva de água nos outros cinco sistemas; apesar do aumento, situação ainda é de crise

O Estado de S. Paulo

07 Março 2015 | 14h37

SÃO PAULO - Com o acúmulo de água da chuva, o nível do Sistema Cantareira, um dos principais responsáveis pelo abastecimento hídrico da capital paulista, apresentou viés de alta neste sábado, 7. Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mostram que a reserva do manancial subiu de 11,7% na sexta-feira, 6, para 11,9%. Trata-se do primeiro crescimento após cinco dias de estabilidade.

Entre um dia e outro, a empresa registrou na região do Cantareira 33,8 milímetros de chuva, quase 19% do total esperado para o mês de março, que é de 178 mm.

Todos os demais cinco sistemas de fornecimento de água para a Grande São Paulo também apresentaram elevação de um dia para o outro. O que mais subiu foi o Rio Grande, que passou de 85,2% para 86,6%, acréscimo de 1,4 ponto percentual em sua reserva. Ali, houve precipitações que acumularam 20,8 mm de água pluvial, conforme a medição da Sabesp.

Em seguida, aparece o Sistema Guarapiranga, que conta 64,2% de água reservada neste sábado, 1,3 ponto percentual a mais do que na sexta-feira. A chuva na região chegou a 26,4 mm, ou seja, 17% do que está previsto para todo este mês.

Já o manancial do Alto Cotia elevou-se em 1 ponto percentual, atingindo a marca de 41,9% neste sábado. O Rio Claro, por sua vez, subiu para 38,8% de sua capacidade de reserva, 0,2 ponto percentual a mais do que na sexta-feira.

O Sistema Alto Tietê foi o que variou menos no período, atingindo os 18,8% de sua capacidade neste sábado, apenas 0,1 ponto percentual acima do que havia sido verificado no dia anterior.

É preciso lembrar que apesar da elevação da reserva de todos esses mananciais, a Região Metropolitana de São Paulo ainda enfrenta uma grave crise hídrica, com restrições de fornecimento de água em vários bairros e cidades. Historicamente, as chuvas nessa área diminuem muito a partir de abril e, com isso, a reserva dos sistemas pode parar de subir nos próximos meses, levando a um provável agravamento do abastecimento de água.

A recomendação para todos o consumidores de água é um uso racional e, sempre que possível, em quantidades menores.

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