Com canoas e batelões, Tietê revive tradição de 173 anos

Cidade na beira do rio, a 145 quilômetros da capital, deverá receber milhares de turistas para a Festa do Divino

JOSÉ MARIA TOMAZELA, O Estado de S.Paulo

30 Dezembro 2011 | 03h06

O encontro de canoas e batelões no Rio Tietê, tradição que se repete há 173 anos, deve atrair amanhã milhares de turistas à cidade de Tietê, a 145 km da capital. O evento faz parte da Festa do Divino, uma das principais manifestações folclórico-religiosas do interior.

Dois grupos - cada um com 60 festeiros de calças e camisas brancas, cintos vermelhos e gorros azuis - vão sair em procissão da igreja matriz da Santíssima Trindade com bandeiras e remos. Cada grupo embarcará em seis barcos e um batelão - um subindo o rio, outro descendo. Por volta das 18h, os dois grupos se encontrarão perto da Ponte dos Arcos, na região central da cidade. Tiros de trabuco vão anunciar o encontro, seguido por queima de fogos.

O padre Valdir Serafim, um dos organizadores, conta que dois trabuqueiros foram "importados", pois só uma pessoa tem a arma na cidade. "Estampidos são tão fortes que alarmes de carros e casas disparam e temos de pedir compreensão a moradores." Após o encontro, haverá missa campal e quermesse.

A tradição começou por volta de 1830, quando epidemia de malária assolou a população. Barcos eram usados para socorrer doentes. Após o fim da "peste", o povo organizou uma cerimônia em agradecimento ao Divino Espírito Santo. Quando a celebração parou, a doença voltou. "Dali em diante, as homenagens nunca mais cessaram", diz o padre.

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