Com atraso, obra de trem para aeroporto de Guarulhos começa dia 16

Governador Alckmin afirma que obra 'não será longa'; empreendimento só deve ser aberto em 2015

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2013 | 08h45

SÃO PAULO -  Atrasadas em seis meses em relação ao cronograma original, as obras da Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que ligará a cidade de São Paulo ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, começam no próximo dia 16. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 3, pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

"Nós já terminamos o processo licitatório e o contrato já está assinado. Não é uma obra longa, são poucas estações, porque o que nós queremos é chegar rapidamente ao aeroporto", disse Alckmin.

Em dezembro do ano passado, o tucano havia afirmado que a construção se iniciaria em março de 2013, o que não ocorreu -- os dois consórcios responsáveis pelo empreendimento só foram divulgados há poucos dias.

Com três estações, a Linha 13 terá uma parada em frente ao Terminal 4 de Cumbica, o "puxadinho", que é o menos movimentado do aeroporto e fisicamente desconectado dos demais. A GRU Airport, concessionária que administra o local, promete construir um sistema de monotrilho ou veículo leve sobre trilhos (VLT) para deslocar os passageiros entre a estação da CPTM, na Rodovia Hélio Smidt, e todos os terminais.

No entanto, a concessionária informou ainda não ter finalizado o projeto desse meio de transporte. No ano passado, ao lado de Alckmin, o presidente da GRU Airport, Antônio Miguel Marques, disse que esse sistema será inaugurado um dia antes da abertura da Estação Aeroporto Internacional de Guarulhos da CPTM.

As obras da Linha 13, orçadas em R$ 2,1 bilhões, devem durar 18 meses, o que a fará ser entregue apenas em 2015, após o fim da atual gestão Alckmin. O ramal sairá da atual Estação Engenheiro Goulart da CPTM, na zona leste, e terá uma parada intermediária antes do aeroporto, chamada Guarulhos-Cecap. A linha terá 11 quilômetros de comprimento e será construída em uma estrutura elevada que cortará o Rio Tietê e as Rodovias Ayrton Senna e Dutra.

A linha deverá atender a cerca de 120 mil pessoas por dia útil, muitas delas funcionárias do aeroporto, que atualmente só têm ônibus à disposição para chegar aos terminais.

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