Com atraso, Estação Vila Aurora da CPTM é aberta na zona norte de SP

Alckmin disse que demora se deve à quebra do consórcio contratado para a obra

O Estado de S. Paulo,

09 Setembro 2013 | 18h43

Com um atraso de quase três anos em relação ao prazo inicial, a Estação Vila Aurora da Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) abriu as portas nesta segunda-feira, 9, na zona norte da capital. Cheia de percalços, a obra, iniciada em 2009, enfrentou rescisão de contrato e até uma morte por eletrocução em março - funcionários acusam a empresa de negligenciar a segurança dos operários no local. Além disso, a parada, orçada em R$ 34 milhões em 2010, foi entregue por um custo de R$ 40,3 milhões.

Mesmo tendo estourado tanto o prazo original de entrega - que era janeiro de 2011 -, a estação passou a funcionar sem escadas rolantes na passarela que dá acesso à bilheteria e às catracas. A CPTM informou que a instalação dessas estruturas será feita até dezembro.

Sobre o atraso, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que ele ocorreu por causa da quebra do consórcio contratado para a obra, o Estacon-Hersa. "Infelizmente isso acontece. Uma empresa quebra e você não pode contratar outra empresa sem fazer nova licitação."

A obra foi então tocada pela Heleno & Fonseca, segunda colocada na licitação. Em março deste ano, um funcionário subcontratado dessa construtora, José Waldir de Carvalho, morreu eletrocutado no canteiro de obras, segundo uma denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias em Transporte de Passageiros da Zona Sorocabana (Sinferp).

O operário encostou uma régua de metal na rede aérea, que alimenta os trens com energia, recebendo a descarga. Funcionários relataram ao Sinferp que CPTM e construtora falharam por não terem tirado a energia ou coberto os fios no local.

Recentemente, outro funcionário morreu naquela linha da CPTM. Em maio do ano passado, um trabalhador foi atingido por um trem durante uma obra na Estação Francisco Morato.

A nova estação tem capacidade para 20 mil pessoas por dia. Sobre o aumento do preço da obra, a CPTM informou que ele ocorreu por causa da mudança da data tomada como base para o cálculo.

Quanto à ocorrência durante as obras de Vila Aurora, a CPTM afirma que cumpriu todas as exigências das instruções de serviço para acesso à área confinada das obras de construção da estação, com as devidas supervisões. Procurada, a empresa Heleno Fonseca não respondeu.

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