''Com as aulas, candidatos vão aprender a usar os faróis''

ENTREVISTA

, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2010 | 00h00

Alfredo Peres da Silva,

Quatro horas de aulas de direção à noite são suficientes para formar os condutores?

A recomendação de 20% das aulas práticas já estava prevista na própria justificativa do projeto de lei que foi aprovado no Congresso. Entendemos que isso é suficiente para a formação dos condutores.

Como essas aulas noturnas vão melhorar a preparação dos motoristas?

As aulas práticas vão ser importantes para acostumar melhor os candidatos com os equipamentos utilizados à noite, sobre como usar os faróis, por exemplo. Os candidatos vão aprender a dirigir também em outras condições, com uma luz contrária, que é diferente. E os instrutores vão poder detectar um problema de visão, que é mais fácil descobrir nesse tipo de aula.

Por que não foi determinado um horário específicos para essas aulas? Não pode haver distorções entre os Estados?

A proposta inicial previa que as aulas noturnas teriam de ser das 20 horas às 23 horas. Mas achamos melhor respeitar as especificidades de cada região do País. Às 18 horas já é noite aqui em Brasília, mas ainda é dia no Nordeste.

E como ficam as outras situações adversas para direção, como dias chuvosos, neblina e pouca visibilidade?

O objetivo é utilizar o simulador para esses casos, para criar situações de risco, como óleo na pista ou chuva. Ainda vamos debater como será a utilização desse equipamento, se isso será antes de os candidatos fazerem as aulas práticas. Nós temos um convênio com a Universidade Federal de Santa Catarina e um projeto deve ser apresentado ao Denatran em junho. Se tudo der certo, pode haver uma resolução sobre esse assunto até o fim do ano.

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