Com fuzis e dinamite, bando rouba carro-forte em MS

Veículo foi atacado quando seguia na rodovia MS-156 para abastecer agências em batalhão do Exército. Criminosos escaparam em direção ao Paraguai e polícia vê elo com o PCC

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2017 | 19h30
Atualizado 06 de junho de 2017 | 20h12

SOROCABA – Criminosos usaram fuzis e uma metralhadora de calibre .50 para parar e assaltar um carro-forte da empresa Brinks, nesta terça-feira, 6, em Amambaí, Mato Grosso do Sul, próximo da fronteira com o Paraguai. A polícia suspeita de ação da facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC) que tenta assumir o controle do tráfico na fronteira.

O veículo seguia pela MS-156, quando foi ultrapassado por uma SUV com seis homens armados. Os tiros de fuzil atingiram os pneus e o blindado tombou fora da pista. Os criminosos dispararam rajadas para obrigar o motorista e três seguranças a saírem do veículo e usaram dinamites para explodir o carro-forte.

A explosão foi tão forte que destruiu a carroceria blindada do veículo e espalhou o dinheiro por toda a área. De acordo com a Polícia Civil, o carro-forte seguia de Dourados para abastecer com dinheiro o posto bancário do 17.o Regimento do Exército, em Amambaí, além de uma agência do Banco do Brasil em Tacuru.

Depois da explosão, os criminosos pegaram os malotes que estavam inteiros e mandaram os vigias recolherem parte do dinheiro espalhado. Motoristas e passageiros que passavam de carro pela rodovia, na hora do roubo, foram rendidos pelos criminosos e obrigados a ajudar os seguranças a recolherem o dinheiro que havia ficado espalhado pelo local.

O bando fugiu levando ainda duas escopetas calibre 12 e dois revólveres do segurança. Três quilômetros à frente, eles atearam fogo na SUV sobre a pista e teriam fugido numa caminhoneta em direção ao Paraguai. O Departamento de Operações de Fronteira (DOF) da Polícia Militar fez um cerco na região, mas ninguém foi preso.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado mandou uma equipe de reforço para tentar prender o bando. Há suspeita de que os criminosos sejam ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção brasileira que já estabeleceu uma base em Capitán Bado, cidade paraguaia mais próxima do local em que houve o ataque. A Brinks informou que apura o acontecido e colabora com as investigações das autoridades.

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