Com a Defensoria, moradores negam bloqueio na marginal

Defensoria está no local para negociar com representantes da Prefeitura; na terça, marginal foi bloqueada

Daniela do Canto, Central de Notícias,

15 de julho de 2009 | 10h49

Os moradores da Favela do Sapo, que fica entre as pontes do Limão e Freguesia do Ó da Marginal do Tietê, negaram na manhã desta quarta-feira, 15, que vão bloquear a pista local da marginal. Nesta manhã, defensores públicos estão no local na tentativa de garantir moradia às cerca de 455 famílias do local. A defensora Anaí Arantes Rodrigues explicou que aguarda a chegada de representantes da Prefeitura para uma conversa. "Preciso primeiro ficar a par da situação, mas a ideia é garantir o direito à moradia", disse.

 

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Os moradores da favela montaram barricadas nas entradas da comunidade. Em uma assembleia realizada por volta das 7 horas, os moradores decidiram que esperariam pacificamente uma contraproposta da Prefeitura. "Quando a Prefeitura chegar, vamos ver se eles melhoram a proposta e dão garantias para todo mundo. Mas se eles oferecerem o mesmo que falaram ontem, aí vamos fazer alguma coisa", disse o manobrista Agnton Cardoso Ramos, de 25 anos, que comandou a assembleia.

 

Até as 9h30, nenhum representante da Prefeitura havia comparecido ao local. Os moradores garantiram que não pretendem fechar a Marginal do Tietê como foi feito no protesto da terça-feira, 14. "Temos muitas crianças por aqui e estamos com medo de que acabe acontecendo uma tragédia", explicou a copeira Maria Senhora Almeida, de 37 anos.

 

A Força Tática e as Rondas Ostensivas com o Apoio de Motocicletas (Rocam) da Polícia Militar permanecem de prontidão a poucos metros da favela. Conforme os policiais, eles estão no local apenas para evitar que os moradores fechem novamente a Marginal do Tietê.

 

Pouco antes das 9 horas, um princípio de tumulto movimentou a favela. Para assustar um homem que passava de moto - que, segundo os moradores, seria funcionário da Prefeitura - eles resolveram soltar bombinhas. Houve correria, mas ninguém ficou ferido.

 

A movimentação na favela assustou alguns pais de crianças. De acordo com funcionários da creche Aníbal di Francia, ao lado da Favela do Sapo, diversos pais que chegaram com seus filhos nesta manhã resolveram levá-los de volta para casa com apreensivos ao verem a aglomeração de moradores. "Uns dez pais mais ou menos fizeram isso", afirmou um funcionário que preferiu não se identificar. Segundo ele, a creche atende 142 crianças das 7h às 17h.

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