Com 8 universidades na região, Barra Funda está entre as lotadas

A operadora de telemarketing Eliana Nascimento Cordeiro, de 29 anos, diz que sua volta para casa mudou radicalmente há um mês. Antes, ela trabalhava de madrugada e viajava sentada e em composições vazias, às 6 horas. Agora, sai do trabalho às 22 horas. "Não nasci para esse horário. Todo mundo te empurra. O povo não respeita mesmo", diz.

, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2010 | 00h00

O trem que Eliana embarca parte da Estação Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3-Vermelha. A estação é cercada por oito instituições de ensino, entre elas a Universidade Nove de Julho (Uninove), com 18 mil alunos apenas no período noturno. "Estar perto de um terminal do metrô facilita o deslocamento de estudantes, funcionários e professores", diz o reitor da universidade, Eduardo Storopoli.

Por volta das 22h, boa parte dos alunos da Uninove e das outras instituições da região invade as rampas de acesso à estação. A professora Walkyria Fuga de Souza, de 52 anos, se deparou com o novo horário de pico do metrô quando desceu no Terminal da Barra Funda para embarcar em um ônibus que a levaria para o interior do Estado. "Agora não tem mais horário com trens vazios. Nem no fim de semana", diz.

O estudante de Hotelaria Manoel Victor Menezes, de 18 anos, discorda. Ele embarca todos os dias na Estação Bresser, da Linha 3-Vermelha, quando sai da aula à noite, e desembarca na Tucuruvi, da Linha 1-Azul, para chegar em casa. "Pego o contra-fluxo e o trem vai vazio. Vou em pé por opção." O único momento em que ele pega a composição um pouco mais cheia é quando faz baldeação na Estação Sé para seguir para a Linha 1-Azul. "É lotado até a Luz."

A única reclamação é o tempo de percurso. Até sua casa, ele gasta uma 1h30 de metrô e ônibus. De carro, o mesmo percurso é feito em 23 minutos. / M.S.

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