Com 7% de umidade, a pele fica rachada, o nariz pede soro, ar tem de ser umidificado

BRASÍLIA

Carol Pires, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2010 | 00h00

Todo ano o fenômeno se repete - o que não impede os brasilienses, inverno após inverno, de reclamar: "A seca está pior neste ano." Se até o dia 4 de setembro não chover em Brasília, serão cem dias de estiagem na capital federal. A última gota caída do céu foi entre os dias 26 e 27 de maio, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia. A umidade relativa do ar chegou ontem a 7%, enquanto 12% é o considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como estado de emergência. Os sintomas são pele trincada, boca seca e respiração ofegante. As escolas suspendem as aulas de educação física, o famoso parque da Água Mineral (com acesso às piscinas a R$ 6) fica intransitável. Há corridas às farmácias para comprar soro fisiológico (para limpar o nariz) e umidificador de ar (aplacar a secura). A receita também pode ser caseira: toalha molhada pendurada na porta ou na cabeceira da cama. E bacia de água do lado do colchão.

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