Com 3,8 km, ciclovia da Paulista abre completa em meados de 2015

Projeto foi apresentado nesta terça-feira, 9, por secretário, que anunciou novo padrão urbanístico para a Av. Bernardino de Campos

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2014 | 12h44

SÃO PAULO - As obras para a construção da ciclovia da Avenida Paulista começam em janeiro e devem durar seis meses, informou nesta terça-feira, 9, o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto. Além da via, a Avenida Bernardino de Campos, que é continuação da Paulista, ganhará o dispositivo no canteiro central, além de receber uma requalificação urbanística no "padrão Paulista", com enterramento da fiação, iluminação reforçada no canteiro central e reforma nas calçadas. Ao todo, esse eixo terá 3,8 km de ciclovias.

De acordo com Tatto, o entorno da Paulista também ganhará ciclovias nos próximos meses, em ruas como Haddock Lobo, Bela Cintra, Frei Caneca, Pamplona, Abílio Soares e Honduras. "A hora que chegar (a ciclovia) na Paulista, no ano que vem, já tem as conexões", afirmou o dirigente. Esses trechos, porém, serão implantados na direita ou na esquerda das vias, no mesmo nível da rua, separadas das faixas dos carros por tachões e balizadores.

Contudo, na Paulista, a ciclovia ficará no canteiro central, que será alargado para 4 metros, 18 centímetros mais alta que as faixas de rolamento dos lados. Os relógios de rua e os tanques com plantas que hoje ocupam esses espaços serão removidos.

No total, as obras do eixo do espigão Paulista-Bernardino de Campos custarão R$ 15 milhões. Durante a execução, uma faixa de rolamento dos carros ficará interditada em cada sentido. Quando a ciclovia estiver inaugurada, cada faixa de automóveis da Paulista (existem três por sentido) passarão a ter 2,8 metros de largura, ante os 3 metros atuais. Já as de ônibus (uma por sentido) serão diminuídas de 3,5 metros para 3,3 metros.

O diretor de Planejamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Tadeu Leite Duarte, diz que a Prefeitura escolherá um desvio de trânsito que impacte o mínimo possível a fluidez. "Quando a obra estiver terminada, a gente apaga (a sinalização horizontal existente) e redistribui esses tamanhos (de faixas)."

No trecho da Paulista entre as Ruas da Consolação e Haddock Lobo, sentido Paraíso, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) irá suprimir uma faixa de rolamento. "Mas o motorista terá ainda a opção de entrar pela Alameda Santos, ou, para quem vem da Doutor Arnaldo, por baixo. Esse não é um local de grande carregamento de veículos", disse Tatto.

Por sua vez, o sentido contrário desse trecho da Paulista ganhará passagem, só para bikes e ônibus, para a Avenida Angélica, cruzando a Rua da Consolação, que hoje é fechada com um canteiro central. Com essa medida, 15 linhas de ônibus que transportam 163 mil passageiros por dia útil serão beneficiadas, reduzindo a viagem em cerca de 15 minutos -- hoje, os coletivos precisam entrar na Rua Bela Cintra e andar alguns quarteirões antes de cruzar a Consolação.

"Estamos apresentando o projeto hoje para a sociedade paulistana. Ele ficará à disposição por pelo menos dois meses, aceitando sugestões", afirmou Tatto. "Já entramos em contato, inclusive, com órgãos do patrimônio histórico, para que eles também possam opinar."

'Padrão Paulista'. Tatto destacou ainda que a obra dos 650 metros da Avenida Bernardino de Campos começam antes da Paulista. "Além da ciclovia no canteiro central, esse trecho vai ser 'padrão Paulista', de calçada, aterramento de fiação, todos os equipamentos. Já entrei em contato com a (concessionária AES) Eletropaulo e as telecom para, assim que elas liberarem os postes, a gente entrar este ano (com a obra), se for possível."

As árvores que já existem no canteiro central da avenida serão preservadas. Na outra ponta, a ciclovia se ligará à canaleta exclusiva para bikes da Rua Vergueiro.

Até o fim do ano, a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) pretende inaugurar 200 km de ciclovias na cidade. A meta é chegar a 400 km até o fim de 2015.

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