Colunas do futuro monotrilho da zona leste já são pichadas

Pilastras de concreto de até 15 metros ainda não receberam camada de verniz, o que facilitaria limpeza dos rabiscos

CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2013 | 02h04

As colunas da futura Linha 15-Branca do Metrô ainda não servem ao propósito de sustentar os trens do monotrilho que circularão por ali, mas já são alvo de pichações. Trechos da obra na Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo foram vandalizados em Sapopemba e no Parque São Lucas, ambos na zona leste. Para tentar evitar novos casos, escadas de serviço usadas na construção tiveram de ser isoladas com tapumes de madeira.

Feitas de concreto, as estruturas - de até 15 metros de altura - ainda não receberam camada de verniz antipichação, o que facilitaria sua limpeza. Com o objetivo de dissuadir grafiteiros, o Consórcio Expresso Monotrilho Leste, responsável pela construção, chegou a instalar uma placa pedindo o fim da prática criminosa. "Por favor, não pichem nem grafitem nas obras", diz o texto, acrescentando que isso prejudicaria o andamento de projetos educacionais na região, como oficina de grafite.

Moradores do entorno reclamam das pinturas. "Nem inauguraram e estão vandalizando. Acho que o poder público deveria tomar alguma providência mais enérgica. Deveriam fiscalizar", afirma o taxista José Sassa, de 64 anos.

A copeira Sandra Aparecida Marques, de 53 anos, também é vizinha da construção. "É à noite que a molecada faz essas pichações. Acho que poderiam fiscalizar melhor nesses horários."

O Metrô prometeu construir uma ciclovia e colocar plantas sob a estrutura elevada do monotrilho. Em nota, a empresa, que é controlada pelo governo do Estado, informou ontem que, apesar das pichações, "não há trechos vandalizados" no local e "duas vigas que foram pichadas estão sendo recuperadas".

Posicionadas na horizontal e sustentadas pelas colunas, essas estruturas formam o "trilho" por onde os trens vão deslizar. Algumas também receberam grafites.

O Metrô divulgou ainda que, "para preservar" o patrimônio, "vigilantes contratados pela construtora realizam rondas constantes nas obras". Além disso, a empresa disse que "as estruturas serão protegidas por uma aplicação de verniz antipichação" - quando as obras forem concluídas.

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