Columbine e Virginia Tech, duas tragédias nos EUA

Massacre no Colorado em 1999 teve 13 vítimas e virou filme e documentário; em 2007, 32 foram assassinados numa universidade

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2011 | 00h00

Massacres de estudantes em escolas e universidades começaram nos Estados Unidos 12 anos antes da independência do país. Em 1764, guerreiros indígenas invadiram uma escola maternal de colonos brancos e mataram dez crianças e dois professores na Pensilvânia. Ao longo dos mais de dois séculos seguintes, episódios similares se repetiram do Pacífico ao Atlântico.

O mais célebre de todos os ataques, em abril de 1999, é o de Columbine, que se tornou tema de documentário de Michael Moore e inspirou o cineasta Gus Van Sant a produzir o filme Elephant. Eric Harris e Dylan Klebold mataram outros 13 alunos nesta high school (ensino médio) do Colorado antes de se suicidarem. Na ação, planejada por meses, eles usaram armas de fogo e bombas.

Oito anos depois, semanas antes da formatura dos alunos, o mais sangrento massacre da história universitária americana ocorreu quando o estudante de literatura inglesa Seung Hui Cho assassinou 27 colegas e cinco professores na Universidade Virginia Tech. Assim como em Columbine, ele se matou.

Ao estudar esses casos e outros com menos repercussão, autoridades americanas ainda tentam definir um padrão para os assassinos. Em geral, seriam vítimas de bullying com problemas psicológicos. Outros acrescentam ainda a facilidade para se adquirir armas de fogo em muitos Estados americanos, onde praticamente não há restrição.

Uma das saídas para tentar impedir novos ataques é descobrir os planos dos assassinos antes dos ataques. Os dois atiradores de Columbine já haviam sido encaminhados a prisões juvenis e passado por atendimentos psiquiátricos. Anos antes dos assassinatos, eles escreviam em um site sobre as ameaças contra outros estudantes da escola.

Logo depois desses episódios, universidades e escolas costumam anunciar medidas para tentar coibir ações violentas. A Universidade Columbia, em Nova York, na época do ataque na Virginia Tech, chegou a cogitar o uso de um detector de metais.

Quatro anos depois, qualquer pessoa tem acesso durante o dia às instalações universitárias - com exceção da biblioteca - sem precisar mostrar documentos ou passar por alguma forma de inspeção. O mesmo se aplica à Universidade de Nova York.

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