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Peças irreverentes e estilosas são a marca do 'fun design', que pode sacudir a mesmice em pequenos (ou grandes) detalhes da decoração

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2011 | 03h05

Produtos feitos para sair da mesmice, arrancar um sorriso ou, pelo menos, conseguir captar mais do que um segundo da atenção de quem vê. Esse é o fun design, uma "linhagem" do design pensado por e para quem tem humor. Embora a maioria dessas peças ainda seja produzida no exterior, já é fácil encontrá-las por aqui.

Como explica Ricardo Schwab, professor de Design de Mobiliário da Escola Panamericana, a história do fun design começa em meados da década de 1960, com a contracultura e o movimento italiano do "antidesign". A ideia era romper com os padrões da indústria da época e a caretice da produção em massa. "Até então, era difícil encontrar um objeto com humor, que fizesse analogia a um animal, por exemplo", diz.

Apesar de muita gente já topar a ideia de ter um item de decoração mais estiloso em casa, o grosso da indústria brasileira ainda se baseia em pesquisas de mercado ultrapassadas", diz Schwab.

Criada há 20 anos, a rede Imaginarium é a precursora dessa onda no País. A loja é também a que mais vende produtos desenhados e fabricados nacionalmente, algo raro em um mercado ainda bastante dependente da China - que já exporta peças com algum nível de design e qualidade - e dos Estados Unidos.

"A gente até encontra objetos bacanas feitos aqui, mas depende do segmento. Os prêmios de design que muitos brasileiros estão ganhando são uma boa medida", afirma Alessandro Câmara, coordenador do curso de Design de Produto do Centro Universitário Belas Artes. Câmara lembra, porém, que o Brasil demorou um pouco para entender essa proposta mais amigável e arrojada do fun design. "Eu mesmo já desenhei peças assim para empresas e, no fim, optaram por soluções mais tradicionais."

Preço. Além da resistência dos mais tradicionais, o problema que esse tipo de peça ainda encontra para emplacar tem a ver com a "má fama" que a palavra "design" carrega. "As marcas simplesmente colocam o design como se fosse um fator encarecedor do produto. Como se fosse só uma questão estética, e não de funcionalidade. Até no supermercado tem objetos de design", diz Câmara. Para Schwab, quando os "designers-celebridade" viram uma ferramenta de marketing para determinada loja ou marca, produtos simples se tornam desnecessariamente caros. "Já testei peças 'assinadas' que não tinham design nenhum. É puro hype", resume.

ONDE: AMOR DE MADRE:

RUA ESTADOS UNIDOS, 2.186,

JARDINS; TEL.: (11) 3061.9384

DESIGNN MANIAA:

RUA PAMPLONA, 920, JARDINS; TEL.: (11) 3289-9664 OU

WWW.DESIGNNMANIAA.COM.BR

FINA ESTAMPA:

SHOPPING HIGIENÓPOLIS

(AVENIDA HIGIENÓPOLIS, 618) OU SHOPPING VILLA-LOBOS

(AV. DAS NAÇÕES UNIDAS, 4.777, ALTO DE PINHEIROS);

TEL.: (11) 3823-2456

IMAGINARIUM:

WWW.IMAGINARIUM.COM.BR

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