Colônias mais antigas se concentram em bairros mais nobres

Japoneses, portugueses e italianos imigraram no passado e continuam vindo para o País, agora para fugir da crise

O Estado de S.Paulo

05 Maio 2013 | 02h02

Os representantes de ondas mais antigas de imigração estrangeira de São Paulo se concentram nos bairros mais ricos da cidade. Entre os que nasceram fora do País, os japoneses são maioria na Vila Mariana, os portugueses na Saúde e os italianos no Jardim Paulista. Esses últimos, apesar de terem moldado grande parte da cultura paulistana após uma onda de migração massiva na virada do século 19 para o 20, continuam chegando na cidade em uma nova leva de imigrantes fugindo da atual crise na zona do euro.

"Ultimamente muitos italianos estão chegando a São Paulo. Tenho vários amigos que vieram porque querem abrir um negócio e conseguir um emprego melhor. Fazer negócios na Itália é muito difícil, aqui você tem uma facilidade muito maior para abrir uma empresa", afirma o empresário florentino Gerardo Castronuovo. Ele veio para o Brasil há 16 anos e mora em São Paulo há 2, nos Jardins.

O cabeleireiro Vincenzo Soccio, de 38 anos, é um deles. Ele mora na Rua Oscar Freire e montou o próprio salão na Rua Augusta, a poucos quarteirões da sua casa, há oito anos. O local já virou um ponto de encontro dos italianos que estão chegando a São Paulo agora. "Acho que 30% dos meus atuais clientes são italianos. Conheço entre 200 e 300 italianos aqui em São Paulo", conta.

Para Soccio, o motivo do sucesso do seu salão de beleza é que ele sabe como agradar o público. "Na questão da vaidade, o homem na Itália é exatamente como a mulher no Brasil. Os italianos gostam de se cuidar mais que os brasileiros e muitas vezes ficam insatisfeitos quando vão aos cabeleireiros daqui", explica. / R. B.

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