Polícia Federal/Divulgação
Polícia Federal/Divulgação

Colombiano preso em SP estaria traçando nova rota do tráfico

Eduard Giraldo Cardoza era procurado na Colômbia e Estados Unidos, que ofereciam US$ 5 milhões de recompensa

Rene Moreira, Especial para O Estado

29 de abril de 2016 | 22h33

FRANCA - O colombiano Eduard Fernando Giraldo Cardoza, ou “Boliqueso” - como é conhecido, foi transferido nesta sexta-feira, 29, para São Paulo, um dia após ser preso em um hotel de Ribeirão Preto, no interior do estado. Ele prestou depoimento por quase duas horas, mas se manteve a maior parte do tempo em silêncio.

Policiais investigam a possibilidade de que Cardoza estivesse negociando uma nova rota de tráfico, entre Colômbia, Brasil e África do Sul. Segundo informações recebidas de autoridades colombianas, a droga sairia de seu país de origem, passaria pelo território brasileiro e seguiria para o continente africano.

O traficante era procurado por Colômbia e Estados Unidos, onde é considerado o maior distribuidor de cocaína e cuja recompensa por sua captura era de US$ 5 milhões. Foi pedida sua prisão preventiva no Brasil, porém, ele poderá ser extraditado assim que forem validados os mandados que pesam contra ele no exterior.

Cardoza foi localizado após sua mulher ser flagrada entrando no Brasil, ocasião em que a Polícia Federal foi avisada e a seguiu até o encontro no hotel de luxo onde ele estava hospedado. Ela e outros dois colombianos que a acompanhavam foram liberados.

Ficha. De acordo com o delegado da Polícia Federal, Victor Hugo Rodrigues Alves, além de atuar no tráfico, o homem preso é líder do grupo paramilitar mais bem estruturado da Colômbia. Também estaria envolvido em vários outros crimes, como assassinato, massacre, sequestro e ataque terrorista com bomba. 

"Agora vamos tentar descobrir quais são os contatos dele no Brasil", falou. Eduard Cardoza também tem ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e apresentou documentos falsos ao ser abordado. Mas, ao ser descoberto, confirmou que era mesmo o traficante procurado internacionalmente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.