Colégio exige que vans adotem equipamento

A nova regra que exige o uso de cadeirinhas para crianças de até 7 anos e meio excluiu vans e peruas escolares da exigência. Colégios particulares de São Paulo, no entanto, estão sendo mais rígidos que as autoridades e já começaram a pressionar os condutores para que usem os equipamentos de segurança.

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2010 | 00h00

Foi o que fez o Colégio Augusto Laranja, em Moema, zona sul da capital. Preocupada com a segurança dos alunos que utilizavam o serviço de transporte escolar, a diretora Arlete Laranja decidiu exigir que os motoristas autônomos utilizassem as cadeirinhas, caso quisessem continuar trabalhando ali. Para isso, o colégio firmou um contrato em abril com os sete condutores e faz vistorias mensais. "É um absurdo excluírem as vans da regra. Já vi muito acidente com perua escolar e não é muito diferente do que acontece nos carros de passeio", diz Arlete.

A atuária Raquel Marimon, mãe das alunas Luíza, de 2 anos, e Ana Clara, de 4 anos, aplaudiu a medida. "Isso é fundamental para que elas se acostumem a usar as cadeirinhas sempre. E eu me sinto mais segura em saber que elas estão mais protegidas."

Palestra. O Colégio Eleonora Carbonell, um dos mais tradicionais de Guarulhos, na Grande São Paulo, também está pressionando os condutores. Mas a estratégia é diferente: a diretoria aposta numa campanha feita pelos próprios alunos, que estão produzindo desenhos e ilustrações para uma palestra a favor das cadeirinhas ? que será marcada com os motoristas das vans. "E, dessa maneira, as crianças vão se conscientizar que precisam usar a cadeirinha sempre", diz a diretora, Andrea Lourenço.

Para a coordenadora nacional da ONG Criança Segura, Alessandra Françoia, a iniciativa das escolas é "fantástica", pois estabelece uma regra vinda de baixo para cima. "O mais legal é que essa exigência está começando a vir do consumidor e essa mudança não tem volta, pois não depende de fiscalização."

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