Colegas defendem parlamentar e não garantem apuração

Foi só o vereador Aurélio Miguel (PR) deixar o microfone para uma fila de colegas se formar para defendê-lo publicamente. O líder do governo, Roberto Tripoli (PV), disse que a "verdade virá à tona". O colega de oposição e amigo pessoal Adilson Amadeu (PTB) afirmou que a imprensa gosta de sangue e busca "trazer o vento de Brasília para a capital paulista". Depois, chamou a atenção de Miguel para que não falasse com os jornalistas - conselho aceito logo em seguida.

O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2012 | 03h02

Antonio Donato (PT) também assumiu o papel de defensor e reiterou pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso Aref. Mas, com exceção de Claudio Fonseca (PPS), nenhum parlamentar pediu a instalação de procedimento interno para apurar as denúncias contra Aurélio Miguel.

"A Câmara deve seguir uma orientação proposta nos últimos dias pelo próprio vereador. Ele tem dito que os vereadores são surdos, cegos e mudos em relação às denúncias envolvendo o senhor Aref. Vamos nos reunir e creio que, por coerência, ele não quer que vereadores permaneçam assim", disse Fonseca.

Corregedor da Câmara, Marco Aurélio Cunha (PSD) não confirmou se abrirá processo para apurar a denúncia. Segundo ele, é preciso uma representação para que isso ocorra. "Não podemos sair caçando bruxas."/ A.F.

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