Cohab demite funcionário acusado de atuar para o PP

Partido controla área da Habitação da gestão Haddad; outros quatro assessores especiais são investigados

O Estado de S.Paulo

27 Julho 2014 | 02h01

A Prefeitura demitiu na última sexta-feira um assessor especial da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) e instaurou uma investigação contra outros quatro. São suspeitos de receber sem trabalhar.

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada neste domingo, os funcionários, que têm salário em torno de R$ 13 mil e exercem cargos de confiança (contratados sem concurso público), deixavam de dar expediente na companhia para ficar na sede do Partido Progressista (PP) ou no comitê de campanha do candidato a deputado federal Guilherme Ribeiro, na Mooca, zona leste da cidade.

Ribeiro é filho de Jesse Ribeiro, um dos principais líderes do PP, partido de Paulo Maluf. Com aliança selada na campanha eleitoral, em 2012, o prefeito Fernando Haddad (PT) entregou a Secretaria Municipal da Habitação ao PP, que controla também a Cohab. Na eleição ao governo do Estado, entretanto, embora em um primeiro momento tivesse sinalizado a manutenção do apoio ao PT, o PP fechou acordo para apoiar o candidato Paulo Skaf (PMDB).

O Estado tentou contato com Guilherme Ribeiro, para que ele explicasse o que os funcionários da Prefeitura faziam em comitê durante o expediente, como mostra a reportagem, mas não o localizou.

O assessor especial demitido chama-se Fernando Martins Pizo. Ele também não foi localizado. Segundo nota da Prefeitura, a demissão ocorreu "uma vez que, nas apurações iniciais, ficou claro que ele se ausentou do expediente, sem qualquer justificativa".

"Quanto aos outros funcionários, a Cohab instaurou procedimento de apuração e, confirmadas as denúncias, os servidores também serão punidos", continua o texto da nota. A gestão Haddad informou ainda que "deve reafirmar nos próximos dias por meio de manual o comportamento dos funcionários públicos frente ao pleito eleitoral deste ano".

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