Cofres com design viram febre

Cachorro que late, cabine telefônica e caça-níqueis são alguns dos novos formatos usados para guardar moedas e até notas

VALÉRIA FRANÇA, O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2013 | 02h05

Símbolo da poupança doméstica, o antigo porquinho ganhou versões mais atraentes e se transformou em febre entre crianças, adolescentes e até mesmo adultos. Tem paulistano que coleciona cofre e até estimula parentes e amigos a adquirir um modelo.

Na casa da família Burrazzo, por exemplo, todos têm um cofre. A matriarca do clã, Ana Mariana, de 55 anos, guarda todas as moedas em uma lata - feita para esse fim - que comprou em Londres. "Cabem R$ 200 em moeda. Cheguei a comprar uma roupa com esse dinheiro." Sua filha mais velha, a administradora Maria Luisa, de 30 anos, comprou três cofres. E a neta, Lara Teixeira, ganhou recentemente um no formato de uma cabine telefônica britânica.

A princípio, o que atrai é o design. Há modelos lúdicos - como um cachorro de fibra que late a cada moeda depositada (R$ 99,90) -, inusitados - caso de uma máquina de caça-níqueis (R$ 119) - e "práticos" - como o pig-bank, porco com contador digital (R$ 42,90).

O adolescente Lipe de Araújo, de 15 anos, tem desde pequeno o hábito de guardar a mesada que recebe dos pais. Mas suas economias eram constantemente pilhadas pelos irmãos mais velhos e até pela própria mãe sempre que ela precisava de um "troquinho" para a padaria. Quando Lipe comprou o primeiro cofre - ele tem vários - , conseguiu, de fato, guardar seu dinheiro. O modelo do qual mais se orgulha tem a forma de geladeira da Coca-Cola. O adolescente chegou a comprar uma TV de tela plana de LED com 42 polegadas com as moedas e notas dos cofres.

Ferramenta. Para educadores, a mania dos cofres é saudável e pode ser uma boa ferramenta para ensinar as crianças sobre o valor do dinheiro. "É muito importante aprender a poupar", diz Neide de Aquino Noffs, professora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). "O cofre pode ser usado para ensinar o valor do dinheiro. Para isso, basta ajudar a criança a registrar em um papel as entradas e saídas de dinheiro, como se fosse uma conta corrente."

Até os 8 anos, segundo a educadora Neide, as crianças não sabem a diferença de valor entre algo que custe R$ 5 e R$ 50. "Faz parte da formação entender que para comprar alguma coisa é fundamental ter em mãos o dinheiro necessário."

ONDE: FANCY GOODS: RUA GALVÃO BUENO, 224, LIBERDADE;

LUCKY CAT: PRAÇA DA LIBERDADE, 145,

LIBERDADE;

IMAGINARIUM: LOJA.IMAGINARIUM.COM.BR OU WWW.IMAGINARIUM.COM.BR (PARA

ENDEREÇOS DE LOJAS FÍSICAS);

TOY MANIA (PIG BANK):

WWW.TOYMANIA.COM.BR

OU TEL: (21) 2430-5150

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