Codesp pede que rodízio em SP não afete Porto de Santos

Segundo a companhia docas, ainda não é possível fazer uma avaliação do impacto do rodízio ao porto

Rejane Lima, especial para o Estado,

29 de julho de 2008 | 18h49

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) solicitou que o Ministro da Secretaria Especial dos Portos (SEP), Pedro Brito, faça gestões junto ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) para que o rodízio de caminhões na cidade de São Paulo não prejudique a logística do Porto de Santos. Veja tambémRodízio passa a valer nesta segunda para caminhões em SP Medidas para combater o trânsitoAcompanhe a situação do trânsito rua-a-rua Entenda as novas medidas contra o trânsito Conheça o histórico do trânsito na cidade  O diretor de Infra-estrutura e Serviços da Codesp, Paulino Moreira da Silva Vicente, disse nesta terça-feira, 29, que ainda não é possível fazer uma avaliação do impacto do rodízio ao porto, mas que já pediu para que todos os envolvidos relatem os eventuais problemas. Além da intervenção da SEP, a Codesp também pedirá suporte ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP) - órgão deliberativo, consultivo e normativo, constituído pelas entidades diretamente envolvidas na atividade portuária.  "Entendemos que o CAP é um fórum adequado que pode de uma forma articulada fazer um movimento realmente de pressão para que haja soluções de contorno para essa situação", afirmou Vicente. De acordo com o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), o rodízio ainda não trouxe problemas aos terminais. Segundo o diretor executivo José dos Santos Martins, as grandes intervenções deverão acontecer inicialmente em Cubatão e não em Santos ou no porto. "A medida que você retém um volume de caminhões muito grande lá em São Paulo, e solta, o volume chegará aos estacionamentos intermediários que são em Cubatão, porque de Cubatão para Santos vem cadenciado", disse Martins. O Assessor de Engenharia da Companhia Municipal de Trânsito (CMT) de Cubatão, Orlando Curti Júnior, afirma que foram realizadas reuniões com o Codesp para debater o rodízio desde que o decreto foi anunciado. Mesmo assim, as intervenções não evitaram que o trânsito estivesse complicado já às 3 horas da manhã dessa terça-feira, quando o congestionamento nas rodovias Anchieta e Cônego Domenico Rangoni chegou a três quilômetros. "A CMT e a Polícia Militar Rodoviária tiveram que fazer a reorganização, porque teve pessoal parando em fila dupla para poder acessar os terminais, e como os estacionamentos não conseguiam dar vazão, os veículos ficaram parados em via pública", disse Curti. Segundo ele, congestionamentos na região dificultam a circulação em Cubatão e o acesso ao pólo industrial, onde a principal preocupação passa a ser a segurança. "Ai, a nossa principal preocupação é a segurança e a dificuldade em chegar e fazer um atendimento de emergência". Liminar para a Baixada Santista O Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan) aguarda a decisão do mandado de segurança impetrado na segunda-feira, 28, contra Município de São Paulo por causa do decreto que instituiu o rodízio de caminhões. Encaminhado pelo juiz para a apreciação do Tribunal de Justiça na noite de segunda-feira, a assessoria de imprensa do sindicato informou que o desembargador que julgará o mandado não se pronunciará a respeito nessa terça-feira, 29, e que a decisão sobre uma possível liminar deverá sair na quarta-feira.

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