Cobrança indevida

Estou com problemas sérios com a Comgás. Vendi um apartamento em julho de 2010 e o gás foi religado no meu nome, como se eu tivesse solicitado o serviço. Várias parcelas referentes ao pagamento das taxas desse serviço foram emitidas em meu nome, com o meu CPF. As contas são enviadas para o endereço do apartamento vendido. Já enviei cópia da escritura e do registro comprovando a venda do imóvel para a Comgás, que me informou que a solicitação foi feita por telefone. Mesmo a empresa recebendo a documentação comprovando que na época eu não era mais a proprietária do apartamento, ela se nega a mudar a titularidade do serviço. Acabei sabendo das cobranças por acaso, ao pesquisar na internet informações sobre a conta do meu novo endereço. É uma vergonha que religuem o gás com dados fornecidos por telefone e lancem a cobrança no nome de quem não é mais responsável pelo imóvel. Estou tendo de pagar as contas que não me dizem respeito e cobrá-las do novo proprietário. Algumas estão sendo pagas com atraso. Para agravar a situação, fizeram duas medições erradas no meu novo endereço e as contas foram geradas com valores 10 vezes maiores. Na tentativa de corrigir o engano, colocaram a conta do antigo endereço sob o código do novo endereço. Não aguento mais o descaso e a incompetência dessa empresa.

, O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2011 | 00h00

SHEILA REGINA SARRA / SÃO PAULO

A Ouvidoria da Comgás informa que entrou em contato com a sra. Sheila pedindo desculpas pelos transtornos causados e informa que a troca de titularidade foi realizada.

A leitora confirma: O problema foi solucionado.

DESCASO NA SAÚDE

Medicamento em falta

Minha secretária teve câncer no pâncreas, passou por cirurgia e sobrevive miraculosamente há dois anos. É uma doença terrível e poucos sobrevivem mais que alguns meses após o diagnóstico. Ela ainda faz quimioterapia regularmente para controlar os tumores secundários e recebe vários medicamentos gratuitamente do SUS (após horas de espera na fila). Um um dos principais é uma enzima pancreática que só pode ser conseguida pelo SUS (Ultrase MT20). Ela tem de tomá-la todos os dias sem falta ou passa mal. O problema é que desde novembro o medicamento está em falta e não há previsão de quando estará disponível novamente. Ela chegou a ligar para a importadora e soube que não havia previsão de quando o governo voltaria a importá-lo. Por sorte ela tem alguma reserva até o fim de janeiro. Não há similar, genérico ou paliativo. Ela deve desistir do tratamento, após tanto sofrimento e luta?

MARCUS COLTRO / SÃO PAULO

A Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde informa que o medicamento citado não está mais disponível no mercado nesta formulação. Em virtude disso, a orientação é para que o paciente solicite ao médico responsável a substituição das receitas e das dosagens para as apresentações que hoje são comercializadas - 4.500 UI, 10.000 UI ou 25.000 UI.

O leitor relata: Se há essa possibilidade, por que não a informaram no hospital? Ela soube pelo laboratório que o medicamento não é importado há meses pelo governo. Minha secretária chorou quando leu a resposta. Não bastava ter passado pelo que ela passou, ainda teve de saber que não teria um dos remédios que a mantêm viva? Tentei comprar no exterior, mas não vendiam sem receita.

TRAGÉDIA ANUNCIADA

Perigo em estrada

Moro na cidade de Bananal (ao pé da Serra da Bocaina) e, depois dessas chuvas, a estrada que dá acesso a ela (Rodovia SP-247) está desmoronando. Vários trechos estão com o asfalto oco. A serra chega a cerca de 1.700 m de altitude, o que torna o trecho íngreme e agrava a situação. Toda a população do local precisa passar por trechos que estão presos por filetes de terra, arriscando suas vidas para chegar até Bananal. O único ônibus que fazia o percurso não passa mais, pois a estrada não suporta seu peso. Procuramos a ajuda do DER, da prefeitura, de Furnas e da Eletronuclear, mas nada conseguimos. O DER sustenta que não há verba para o conserto e espera sua liberação pelo governo do Estado. A prefeitura diz que a estrada é estadual e me recomendou entrar em contato com o governador Geraldo Alckmin pelo twitter. Furnas, que faz a manutenção das antenas, diz que não pode ajudar. A Eletronuclear disse por e-mail que dará uma resposta daqui a 15 dias. Essa estrada é a única para escoamento da população em caso de acidente nuclear na Usina de Angra. Para piorar, na próxima semana começam as aulas e meu medo é que ocorra alguma tragédia no transporte das crianças.

LILIANE FERRET / BANANAL-SP

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