Cobertura vegetal ajuda a conter as enchentes de SP

O relatório final da pesquisa da USP conclui que a quantidade de árvores influencia nas condições climáticas dos bairros, como o conforto térmico proporcionado pelas copas e a umidade do ar. "Há funções estéticas, recreativas e ecológicas, como o aumento da permeabilidade do solo, que reduz os pontos de alagamento", diz a autora Juliana Amorim.

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2011 | 00h00

O professor Paulo Pellegrino, do Lab-Verde da USP, relata que as copas de árvores altas se juntam acima da fiação elétrica e formam um dossel, capaz de reter água e retardar o impacto da chuva no chão, além de amenizar as temperaturas sob a sombra. "Trata-se de uma cobertura vegetal importantíssima e muito viável, porque o espaço aéreo está ocioso. Qualquer coisa que ajude a cidade a suportar as chuvas é muito útil."

"A árvore só atinge o potencial máximo de drenagem pelo tronco e raízes se não estiver num canteiro fechado com cimento até a base. E o solo precisa ser permeável", afirma a paisagista Cecília Herzog, do Inverde.

LÁ TEM...

Boston (EUA)

Corredores verdes para reduzir a poluição surgiram no século 19.

Stuttgart (Alemanha)

Plano semelhante foi criado por causa da industrialização.

Lisboa (Portugal)

A capital portuguesa tem avenidas com parques lineares.

Maringá (PR)

Planos diretores previam expansão com plantio de árvores.

Porto Alegre (RS)

Tipuanas da década de 1930, jacarandás e epífetas integram o patrimônio natural e ecológico.

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