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Clube das Arcadas vai vender títulos

Projeto da Faculdade de Direito, centro acadêmico e ex-alunos prevê complexo com quadras esportivas, piscinas e teatro no Ibirapuera

Carolina Stanisci / ESTADÃO.EDU, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2011 | 00h00

A Faculdade de Direito do Largo São Francisco pretende vender títulos do futuro Clube das Arcadas, complexo de quadras, piscinas e teatro que será erguido em um terreno de quase 20 mil metros quadrados entre as Avenidas Pedro Álvares Cabral e Doutor Dante Pazzanese, no Ibirapuera, zona sul. O projeto do futuro clube foi divulgado ontem.

"Não poderemos fechar a porta. É evidente que ficará aberto", diz o presidente da Associação dos Antigos Alunos, José Carlos Madia de Souza. "O terreno tem localização extraordinária e teremos uma série de usos para ele."

O clube foi idealizado em conjunto pelo centro acadêmico XI de Agosto, pela associação de ex-alunos e pela atlética da unidade. Todos participarão da administração. "A ideia é viabilizar o projeto do clube e oferecer outras atividades, não só esportivas, mas também culturais", diz Pedro Gabriel, do XI de Agosto. O terreno pertence ao centro acadêmico desde 1955.

O projeto já conta com aprovação da Lei de Incentivo ao Esporte e pode captar cerca de R$ 13 milhões apenas para as obras esportivas. Foram incorporados a ele um teatro com 480 lugares e um estacionamento com 900 vagas, que serão construídos com doações da comunidade acadêmica e outros interessados. O custo total estimado é de R$ 40 milhões, sem o estacionamento.

O fato de ser vizinho às futuras instalações do Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP) não atrapalha a viabilização do projeto, diz Madia. Segundo o presidente da associação de ex-alunos, o público se beneficiará com a chegada de mais um aparelho cultural na região.

"Vejo como um presente da São Francisco para a cidade", afirma a arquiteta Bárbara Bratke, sócia da BRK.FCA Arquitetura, escritório que em 2005 ganhou um concurso para projetar o complexo. Como a área do entorno do Ibirapuera é tombada, a construção mais alta, o ginásio, terá nove metros de altura. "O primeiro projeto era mais pensando no "churrasco dos alunos", mas isso não paga a obra. Então, para a gente se adequar à captação, tivemos de fazer um projeto mais sofisticado", diz a arquiteta. A sofisticação incluiu, além do ginásio de esportes, quadra de tênis e piscina semiolímpica externa, o estacionamento e o teatro. Na cobertura deste último, está prevista a construção de um bar.

Homenagem. Na fachada lateral do prédio do teatro, serão colocados os nomes dos doares de recursos para a construção. No ano passado, salas com placa de doadores foram alvo de uma polêmica na São Francisco. Para os envolvidos no projeto do clube, a situação é diferente. "Uma coisa é dinheiro que pode interferir nas atividades acadêmicas, outra é a captação feita por entidades privadas fora da universidade", diz Pedro Gabriel.

Hoje, há no local um campo de futebol, onde um time de rúgbi treina 120 crianças da Favela Paraisópolis, e uma loja mantida por um comerciante. Agora, o projeto prevê a construção de um centro comercial, que deverá ser custeado pelo comerciante, segundo contrato assinado com o XI de Agosto.

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