CLÍNICA PÚBLICA VETA FUMO

Na única clínica pública com estrutura para internar dependentes químicos na capital, o fumo é terminantemente proibido. Quando são recebidos pela equipe médica do Serviço de Atenção Integral ao Dependente (Said), os viciados devem deixar para trás não só o copo de cerveja ou o cachimbo de crack, como também o maço de cigarro.

O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2012 | 03h05

O veto ao tabaco - liberado nas clínicas particulares - não é o único diferencial da instituição. Instalado em um antigo motel, ao lado da Favela de Heliópolis, na zona sul, o serviço tem "cara" de hospital. Com quatro alas independentes, dedicadas ao tratamento de adultos e adolescentes divididos por sexo, o Said conta com médicos 24 horas por dia.

"Após passar por um diagnóstico, o paciente recebe um plano de metas individual, que tem o objetivo de tratar não apenas o vício, mas todos os problemas de saúde associados. Essas doenças recorrentes do uso da droga ocorrem em 50% a 70% dos pacientes", diz o psiquiatra Pedro Katz, diretor técnico do Said.

Atualmente, 58 pessoas recebem tratamento por até três meses no local. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o uso associado de drogas ocorre em 65% dos casos - na metade deles, o crack é consumido de forma isolada. A lista diária de atividades aos pacientes inclui terapia individual ou em grupo, atividade esportiva e oficinas diversas, como cozinha experimental. / A.F.

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