Clima esquenta em sessão da Câmara para decidir se Aurélio Miguel será investigado

Aliados do vereador defendem que a Justiça se pronuncie antes do Legislativo; ex-presidente da Casa, José Police Neto, discorda

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo - Atualizado às 20h15

28 de fevereiro de 2013 | 15h45

SÃO PAULO - Em uma sessão tumultuada na Câmara Municipal de São Paulo na tarde desta quinta-feira, 28, o relator da investigação contra Aurélio Miguel (PR), vereador Milton Leite (DEM), defendeu que nada seja apurado pelo Legislativo a respeito das denúncias e que a Justiça decida sobre o caso. O mesmo foi defendido pelo corregedor-geral da Casa, Rubens Calvo (PMDB), que adotou desta vez uma posição contrária à que vinha mantendo. O campeão olímpico de 1988, Aurélio Miguel, é acusado de receber propina para omitir irregularidades em cinco shoppings.

Ambos vereadores foram confrontados pelo ex-presidente da Câmara, José Police Neto (PSD), que pediu que o processo seja levado a plenário. Ele acusou os outros integrantes de estarem afrontando o regimento interno ao decidir sobre a questão em apenas dois. Houve bate-boca tenso entre Leite e Police Neto, o que levou Calvo a pedir a suspensão da sessão por 30 minutos.

Os procuradores da Câmara vão analisar o pedido de Police Neto para que a investigação seja levada adiante. A sessão tem diversos aliados de Aurélio Miguel tentando defender o contrário. "O senhor está tentando tumultuar o processo", disse Milton Leite para Police Neto, que respondeu. "O plenário, soberanamente, tem que decidir se haverá investigação ou não".

Após a sessão ser suspensa, o relator entregou seu voto à reportagem do Estado. No documento, Leite pede que nada seja investigado até que a Justiça se pronuncie.

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