Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Clientes desavisados vão ao shopping

Alguns funcionários foram trabalhar, apesar do anúncio de fechamento; comerciantes ficaram o dia todo retirando produtos das lojas

FELIPE FRAZÃO , CIDA ALVES , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2011 | 03h03

Muitos funcionários e clientes foram ao shopping Center Norte e ao Lar Center na manhã de ontem, mesmo com o anúncio de que o local estaria fechado. Até a tarde, houve entra e sai de lojistas que tentavam resgatar mercadorias que poderiam ser perdidas, além de computadores e documentos. Durante toda a manhã, alguns vendedores foram ao local verificar se o centro comercial estava mesmo fechado. Outros, desavisados, chegavam para um dia normal de trabalho e encontravam as portas fechadas.

As dez entradas do Center Norte e outras duas do Lar Center foram bloqueadas pela Guarda Civil Municipal (GCM) no início da manhã, para receber as equipes técnicas da Secretaria Municipal do Verde e da Subprefeitura da Vila Maria/Vila Guilherme, que lacraram os dois estabelecimentos.

Os portões seriam fechados com blocos de concreto, como é o procedimento normal da lacração. Porém, como o shopping se antecipou e decidiu não abrir, a medida foi considerada desnecessária. A loja de material de construção Leroy Merlin, que tem como acesso as entradas do Lar Center, acabou ficando fechada também.

Só as equipes de segurança e limpeza e algumas pessoas do setor administrativo podiam permanecer nos locais. A funcionária de um restaurante que preferiu não se identificar tentava retirar produtos perecíveis do shopping. "Estamos com o carro esperando, mas até agora não me deixaram entrar."

O dono de uma franquia de fast-food disse que na noite anterior retirou da loja tudo o que foi possível. "O que a gente acha que aguenta até segunda-feira deixamos aí. Mas a informação é de que na sexta (amanhã) já deve voltar a funcionar", disse.

Enquanto a história não se define, os lojistas afirmam acumular prejuízos. Na loja de móveis onde trabalha a vendedora Fernanda Groppo, de 29 anos, a novela da interdição já se reflete no caixa. "Em setembro do ano passado, vendemos R$ 260 mil. Neste ano, o mês fechou em R$ 60 mil." A administração do Center Norte não divulgou quanto o estabelecimento perdeu com um dia inteiro fechado.

Imagem. Lojistas do complexo já fazem sondagens com empresas de marketing para traçar uma estratégia de recuperação da imagem do Center Norte. Outra campanha em prol do estabelecimento está ocorrendo desde a semana passada dentro do shopping.

Por iniciativa da Associação de Lojistas do Lar Center, camisas com a frase "Center Norte, acreditamos em você" têm sido distribuídas entre os funcionários do local.

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