Clientes alteram rotina e evitam compras à noite

Moradora há 30 anos das proximidades da Rodovia Raposo Tavares, na zona oeste de São Paulo, a funcionária pública Vanessa Mirlisenna, de 38 anos, não tinha ouvido falar de assaltos nos hipermercados. Mas somente no Extra, onde vai com frequência, foram dois roubos: um em agosto e outro neste mês.

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2010 | 00h00

"Estou com medo. Nunca teve isso por aqui. Agora mudamos o hábito e venho mais de dia. Lá pelas 22 horas, 23 horas, começa a ficar perigoso", afirma.

Com medo dos assaltos, clientes estão mudando sua rotina. "A gente para o carro, coloca as compras e sai logo, sem dar bobeira", disse o metalúrgico Aluízio, de 37 anos. A aposentada Elizabete Santos, de 67 anos, criou um horário limite. Não vai ao mercado depois das 21 horas porque acredita que, à noite, os bandidos agem com mais facilidade. "É o observo nos noticiários."

Dentro dos supermercados, os funcionários de uma loja de cosméticos dizem que o clima de tensão aparece na hora do fechamento. Para prevenir atos de violência em caso de roubo, uma atendente de 25 anos afirma que fecha o caixa duas vezes por dia, mas deixa uma quantia em dinheiro, caso vire alvo de ladrões. "Agora, nem mercado escapa de assalto," afirmou.

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