Cliente de banco morre em briga com segurança no ABC

Discussão aconteceu em agência do centro de São Bernardo; banco divulgou nota lamentando episódio

Solange Spigliatti, estadão.com.br

03 Outubro 2011 | 11h49

SÃO PAULO - Um cliente do Banco Bradesco morreu baleado após discutir com o segurança da agência em São Bernardo do Campo, no Grande ABC, em São Paulo, na manhã desta segunda-feira, 3. O crime aconteceu na agência que fica na Rua Marechal Deodoro, no centro da cidade.

Sandro Antônio Cordol, de 33 anos, teria ido à agência na manhã desta segunda-feira para tirar satisfação com o vigia, pois os dois teriam discutido na última sexta-feira, quando o cliente teve dificuldade em passar pela porta giratória do banco.

Segundo a Polícia Militar, Sandro simulou estar com uma arma, o que teria forçado a reação do vigia. Durante a briga, o segurança disparou cinco tiros contra Sandro, que morreu na hora. O segurança já foi levado para a delegacia. O crime aconteceu por volta das 10h30.

Em nota oficial, o Bradesco informou que o segurança é de uma empresa terceirizada. “O Bradesco lamenta profundamente a perda e presta total solidariedade aos familiares”.

Em entrevista à rádio Estadão ESPN, o psiquiatra forense, Wimer Botura, disse que o excesso de cobranças e estresse que sofre um segurança de banco exigem do indivíduo que exerça a função muito equilibrio. "As pessoas mais impulsivas são as mais perigosas para estarem armadas ou exercendo funções desse tipo.", disse. Segundo ele, é fundamental que o segurança saiba diferenciar entre a pessoa e a sua função.

Botura atribuiu importância à triagem feita pelo setor de recrutamento das empresas, na aplição de avaliações precisas que visem atender aos requisitos primordiais de cada área. "É preciso que haja uma avaliação muito profunda da parte psicológica, na parte de Recursos Humanos e treinamento, de seleção de pessoal, para que as pessoas com baixo limiar de irritabilidade, de impulsividade sejam escolhidas para outras funções. Exige do segurança um equilíbrio muito maior do que uma pessoa comum".

O psiquiatra explicou ainda que as demandas do mercado acabam precipitando os processos de seleção.

 

Texto atualizado às 15h37 para acréscimo de informações

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