Circulação em alta velocidade é comum e mortífera

O problema começa na precariedade da formação dos condutores de moto, que fazem exame de habilitação em ambiente fechado e com velocidade baixa. Liberados para conduzir, andam de forma veloz em meio a carros, ônibus e caminhões. Somado a isso, o desrespeito às regras e a impunidade crescem: em São Paulo, as motos (11% da frota registrada) envolvem-se em mais de 30% dos acidentes fatais e recebem, apenas, perto de 4% das autuações de trânsito.

Adauto Martinez Filho, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2011 | 00h00

São comuns a - mortífera - circulação nos corredores em alta velocidade e também o desrespeito ao semáforo, entre outras infrações. Além disso, as motos que compõem a chamada frota pirata, por não estarem devidamente licenciadas, talvez cheguem à metade da frota.

Para reverter a situação, é preciso maior envolvimento das montadoras - em vez de passarem conceitos como agilidade, deveriam enfatizar a fragilidade da moto e a obrigatoriedade de uma condução segura -, além de aperfeiçoamento do processo de habilitação, preparando os condutores para situações do dia a dia.

Finalmente, faz-se necessário um "choque de fiscalização", bastante difícil face à dificuldade de identificação das motos na autuação. Nesse sentido, o Contran aprovou o aumento do tamanho das placas traseiras. Em complemento, é fundamental a placa dianteira, lembrando que, para tanto, há necessidade de alteração da lei.

CONSULTOR DE TRÁFEGO E EX-DIRETOR DA CET

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