Circulação da CPTM volta ao normal após queda de viga

De manhã, passageiros enfrentaram filas de quarteirões para pegar os ônibus disponibilizados no trecho

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

02 de setembro de 2008 | 13h04

O trecho interditado entre as estações Francisco Morato e Baltazar Fidélis da CPTM foi totalmente liberado às 11h50 desta terça-feira, 2. A circulação de trens foi prejudicada depois que uma viga de 16 toneladas caiu por volta das 2 horas. Com a liberação, a circulação voltou ao normal e deixou de ser feita alternadamente. Durante a manhã, os passageiros foram prejudicados e chegara a enfrentar filas de quarteirões para pegar os ônibus oferecidos pela CPTM para fazer o percurso no sentido Luz.   Veja também:  Queda de viga interdita estação da CPTM  Após 5 horas, CPTM libera circulação   Às 7h50, a plataforma no sentido Luz foi liberada, segundo a CPTM. No fim da manhã, a plataforma no sentido Jundiaí já havia sido liberada. A circulação das composições, que começam às 4 horas, foram totalmente interrompidas até as 7h50.   Alternativa   Para atender os passageiros, foram acionados 50 ônibus do Plano de Apoio Entre Empresas Frente a Situações de Emergência (Paese) para operar entre as estações Francisco Morato e Baltazar Fidélis. As filas davam volta no quarteirão, por causa da demanda: passam diariamente 40 mil pessoas pela Estação Francisco Morato. Entre as 4 horas, quando a estação abre, e as 8h30, são 16 mil.   Segundo a CPTM, o trajeto de ônibus era feito em 10 minutos, enquanto o de trem, em 4. Além dos passageiros de Francisco Morato, quem vinha da região de Jundiaí com destino a São Paulo também tinha de pegar o ônibus gratuito - em Francisco Morato - até Baltazar Fidélis. Durante o período, não foram cobradas passagens dos ônibus nem dos trens.   Às 5h30, centenas de pessoas esperavam para entrar em um dos ônibus - enquanto em cada vagão do trem cabem 350 pessoas, cada ônibus podia transportar apenas 50. Muitas chegavam a desistir de ir ao trabalho e ocupavam os telefones públicos para avisar os patrões da falta de trens.   "Entro no trabalho, na Consolação, às 7h. São 6h15 e ainda estou no ponto. Vou ser mandado embora", disse um ajudante, que pediu para não ser identificado. A secretária Maria Madalena chegou no ponto às 5h, apesar de normalmente embarcar no trem das 6h. "Não sabia do acidente, mas teve a coincidência de vir mais cedo. Dei sorte. Espero chegar a tempo", afirmou ela, que entrava no trabalho, no Butantã, às 8h, e subiu em um dos ônibus por volta das 6h30.   As causas do acidente serão apuradas, segundo o gerente de operação das linhas 7 e 10, Wellington José Berganton. Alguns fios da CPTM tiveram de ser substituídos, pois se romperam. Duas equipes da CPTM trabalharam para retomar as operações.

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